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segunda-feira, 10 de maio de 2010

O QUE A ILUMINAÇÃO VAI LHE DAR - GANGAJI


Na maioria, todos já experimentaram como a perseguição dos desejos mundanos geralmente leva à perpetuação do sofrimento. Dessa experiência resulta a constatação de que geralmente se paga um preço pela satisfação desses desejos. Esse preço é a sua energia de vida, a sua concentração e determinação. É claro que você pode obter prazer na satisfação dos desejos mundanos e passar pela dor da perda. Contudo, o verdadeiro aprofundamento de uma vida não acontecerá enquanto você não estiver disposto a perceber a limitação dos desejos mundanos. Uma vez percebido isso, você pode experimentar uma sutil, porém mortal transferência, dos desejos mundanos para o âmbito dos desejos espirituais. O desejo da verdade, enquanto considerado um desejo elevado, ainda o deixa a perguntar-se por que o seu sofrimento continua.

O desejo de liberdade, amor, verdade ou Deus não é um problema. Meu mestre, Papaji, dizia que, se você deseja a liberdade acima de tudo mais, este desejo em si aniquilará todos os outros desejos; e isso é verdade. Este desejo engole todos os outros desejos. Portanto, o desejo de iluminação não é o problema. O problema é a expectativa de que a iluminação venha a lhe dar certos resultados ou que venha fazer você ter uma certa aparência ou sentir-se de um certo modo. Daí surge confusão e questionamento: por quê, se só o que se deseja é a iluminação, ainda não se tem a experiência de paz permanente?

Eu encorajo você a investigar realmente a sua própria mente e verificar se há alguma imagem de verdade, de liberdade, de iluminação ou de Deus. Se houver uma imagem, experimente o seguinte: Largue-a. E agora veja se há alguma expectativa associada a Deus, tal como: se você estiver sendo sincero com Deus, Deus há de lhe dar saúde perfeita, riqueza perfeita, felicidade eterna, etc. Examine a sua mente e veja se há expectativas de que a constatação de Deus ou da verdade vá lhe dar algum alívio da vida ou algum controle sobre a vida. Agora, para fins de investigação, solte essas expectativas. Abandone-as. Desista delas. Se você está esperando um determinado estado de clareza, de êxtase oceânico ou certeza do seu objetivo no mundo, simplesmente largue isso para você poder simplesmente estar aqui. Abandone tudo. Quando você não tem nada, tem somente a si mesmo. E quando você verdadeiramente tem a si mesmo, você está desperto para quem você verdadeiramente é. Se você desejar ser livre, e não der a esse desejo nenhuma forma, expectativa ou pensamento, mas apenas lhe permitir estar, então esse verdadeiro desejo revelará o inteiro universo conhecido e desconhecido. Toda partícula se revela única, e esta única é você. No próprio instante em que você acha que o seu desejo de Deus, liberdade ou verdade deva produzir um determinado resultado, aparência ou sentimento, você já turva a pureza desse desejo verdadeiro. O desafio no coração de qualquer buscador espiritual, por mais bela e essencial que possa ser a busca, é parar de buscar qualquer coisa para preencher esse desejo final.

O desafio é deixar que a sua vida inteira preencha esse desejo. Você pode oferecer todo o resto da sua vida a esse desejo sem saber qual será o resultado, sem saber se você estará arruinado, sem teto, rico ou famoso. Você pode dar o que você tem, que é a vida neste momento, à verdade, à liberdade, a Deus. Como outra oportunidade de auto-investigação, convido-o a fazer-se a seguinte pergunta: O que é que a iluminação vai me dar? Dependendo de quão disposto você esteja a dizer a verdade, as possibilidades deste tipo de investigação não têm limites. Investigação não tem nada a ver com resposta certa, mas tem tudo a ver com dizer a verdade. Tire só um momento para considerar realmente: Que tal se a iluminação não lhe der nada, mas nada mesmo? Que tal se você não ganhar nenhuma coisa – física, mental, emocional ou circunstancial? A verdade é que a iluminação não vai lhe dar uma só coisa sequer. Está disposto a suportar essa verdade? Se estiver, você está livre. Se não estiver, sua mente ainda está presa a alguma coisa que você espera que vá lhe dar liberdade.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A morte é só uma parte da cadeia de acontecimentos - OSHO


A vida é como uma árvore que dá frutos. Primeiro o fruto está verde. Fica cada vez mais maduro até que amadurece completamente e cai do galho. Essa queda não é um acontecimento à parte do processo de amadurecimento do fruto; antes, ela é a conclusão final do próprio amadurecimento.
A queda do fruto não é um acontecimento externo; é, isto sim, o apogeu do amadurecimento, da maturação pela qual ela passou. E o que acontecia enquanto o fruto estava verde¿ Ele estava se preparando para o acontecimento final. E o que dizer da árvore, quando não tinha nem se manifestado ainda, quando ela ainda estava dentro da semente¿ A mesma preparação estava em curso. E, quando essa semente não tinha nem sequer nascido, quando ainda estava oculta em alguma outra árvore¿ O mesmo processo se desenrolava.
Portanto o acontecimento da morte é só uma parte da cadeia de acontecimentos pertencentes ao mesmo fenômeno. O acontecimento final não é o fim, é só uma separação. Um relacionamento é substituído por outro, uma ordem é substituída por outra.
(Osho - O Livro do Viver e do Morrer - Celebre a Vida e também a Morte)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Desapego - Sensei Gyomay Kubose


Agarramo-nos demais a muitas coisas. Criamos dificuldades, tensões e problemas porque somos muito possessivos e apegados. Precisamos aprender a doutrina do desapego e do "deixar ir". "Deixar ir" não quer dizer descuido ou negligência, assim como desapego não quer dizer indiferença ou distanciamento. É apenas libertar-se dos apegos e da possessividade.
Quando você fizer alguma coisa, faça-a com todas as suas forças. Ponha a sua vida nela. Mas não a possua nem se deixe possuir por ela. Não se agarre a ela. Quando ela estiver concluída, deixe-a ir.
Muitas mães matam seu filho único por causa de um amor aferrado ou possessivo. A mãe deve deixar o filho ir quando ele estiver crescido, assim como os filhotes são afastados pela mãe leoa. Os amantes devem amar, mas não ser proprietários um do outro; quando o amor se transforma em propriedade, está arruinado. O dinheiro é uma coisa maravilhosa e muito importante na vida moderna, mas, quando um indivíduo se agarra a ele, toma-se avarento; e quando se está possuído pelo dinheiro, não existe vida. Se nos agarramos à oposição, ela se transforma em raiva. Se nos agarramos ao bem-estar, ele se transforma em avidez.
É muito fácil aferrar-se às palavras e ações que os outros disseram e fizeram no passado; com isso criamos problemas. Agarramo-nos ao passado e negligenciamos o presente. O mundo e a vida estão continuamente mudando; e assim, em vez de nos apegar ao passado, devemos viver uma vida nova e revigorada a cada dia. E tampouco devemos nos agarrar ao futuro e negligenciar o presente, porque o futuro é desconhecido e ainda está por vir. Devemos viver o máximo no presente.
Em última análise, todas as coisas neste mundo e nesta vida surgem e se vão à vontade delas. Permita que o Caminho dirija os caminhos e deixe ir seus próprios apegos. Esta é a maior das libertações. Nem mesmo à vida devemos nos apegar, mas deixá-la ir, e então seremos capazes de viver livremente. Muitas mortes foram transcendidas pelo desapego.
(Sensei Gyomay Kubose)

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O nome dela é Tula (de Israel), uma das vozes mais lindas q já ouvi.

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"A iluminação acontece quando acontece: não podemos ordená-la, não podemos provocá-la... ... Ela vem quando vem. O que quer que façamos pode apenas preparar-nos para recebê-la, para perceber quando ela chega, para reconhecê-la quando se manifesta." Osho

"Primeiro Seja - Relacionar-se é uma das maiores coisas da vida: é amar, compartilhar. Para amar é preciso transbordar de amor e para compartilhar é preciso ter (amor). Quem se relaciona respeita e não possui. A liberdade do outro não é invadida, ele permanece independente. Possuir é destruir todas as possibilidades de se relacionar. Relacionar é um processo. Relacionamento é diferente de relacionar-se: é completo, fixo, morto. Antes devemos nos relacionar conosco mesmos e escutar o coração para a vida ir além do intelecto, da lógica, da dialética e das discriminações. É bom evitar substantivos e enfatizar os verbos. A vida é feita de verbos: amar, cantar, dançar, relacionar, viver." Osho

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