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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"Tim Tim"

Onde termina o "velho" e começa o "novo"??
Brindemos AGORA :) ♥

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A "morte" de Sócrates - Osho


SÓCRATES ESTAVA a ponto de morrer. aproximavam-se os últimos momentos: já
estavam preparando o veneno para matá-lo. Ele perguntava uma e outra vez:
-Faz-se tarde, quando terminarão de preparar o veneno? Seus amigos choravam
e lhe diziam:
-Está louco? Queremos que vivas um pouco mais. subornamos ao que tem que
preparar o veneno: persuadimo-lo para que trabalhe devagar.
Sócrates saiu e disse ao que preparava o veneno:
-Está demorando muito. Parece que não sabe fazê-lo. É novo no ofício? Alguma
vez tinha preparado veneno? Alguma vez tinha administrado veneno a um condenado?
-Levo administrando veneno toda minha vida –disse o homem-, mas nunca tinha
visto um louco como você. por que tem tanta pressa? Estou-o preparando devagar para
que possa respirar um pouco mais, para que vivas um pouco mais, para que conserve a
vida um pouco mais. E você não deixa de dizer loucuras, de dizer que se faz tarde. por
que tem tanta pressa por morrer?
Tenho muita pressa porque quero ver a morte –disse Sócrates- Quero ver como é
a morte. E também quero ver, mesmo que se tenha produzido a morte, se eu sobreviver
ou não. Se não sobreviver, acabou-se toda a questão; e se sobreviver, então se acabou
a morte. Em realidade, quero ver quem morrerá com a morte: morrerá a morte, ou
morrerei eu? Quero ver se sobreviverá a morte ou se serei eu o que sobreviva. Mas
como poderei ver isto se não ser estando vivo?
Entregaram ao Sócrates o veneno. Seus amigos começaram a chorar por ele: não
estavam em seu são julgamento. E que fazia Sócrates? Dizia-lhes:
-O veneno chegou aos joelhos. Tenho as pernas completamente mortas até os
joelhos: se me cortassem isso, não me inteiraria. Mas, meus amigos, direi-lhes que
embora tenha mortas as pernas sigo vivo. Isto significa que uma coisa é segura: eu não
era minhas pernas. Sigo aqui; estou aqui completamente. Nada em mim se há disolvido
ainda. Agora perdi as duas pernas –seguiu dizendo Sócrates-; tudo terminou até minhas
pantorrilhas. Se me cortassem as pernas pelas pantorrilhas não sentiria nada. Mas eu
sigo aqui! E aqui estão meus amigos, que seguem chorando!
-Não chorem –diz Sócrates- Olhem! Hei aqui uma oportunidade para vós: um
homem se está morrendo e lhes está informando que segue vivo. Podem me cortar as
pernas inteiras, e nem sequer assim estarei morto; mesmo assim seguirei aqui.
Também me estão insensibilizando as mãos; minhas mãos também morrerão. Ah!
Quantas vezes me identifiquei com estas mãos, com estas mesmas mãos que agora me
estão deixando! Mas eu sigo aqui.
E Sócrates segue falando assim enquanto morre.
-Lentamente, tudo se pacifica –diz-; tudo se afunda, mas eu sigo intacto. dentro
de um momento possivelmente não seja capaz de seguir lhes informando, mas não criam
por isso que já não estou. Pois se eu estiver aqui depois de perder tanto de meu corpo,
como poderia me chegar o fim por perder um pouco mais do corpo? Possivelmente não
seja capaz de lhes informar (pois isso só é possível através do corpo), mas eu
permanecerei.
No último momento, diz:
-Agora, possivelmente lhes digo o último: falha-me a língua. Não poderei lhes
dizer uma só palavra mais, mas ainda lhes digo que existo.
Até o último momento da morte seguiu dizendo: “Sigo vivo”.

Do livro Aqui e Agora - Osho

domingo, 12 de dezembro de 2010

INconsciente coletivo


Há milhares de impostores no mundo, e o trabalho deles é o de lhes dizer como se desviar da escuridão e do sofrimento e da tristeza e simplesmente tornar-se iluminado. Basta uma meditação transcendental, repetindo um certo nome, e você se tornará uma alma realizada. Não há nenhuma conexão nisso, não há nenhum trabalho autêntico.

O que... acontecerá ao seu inconsciente? O que acontecerá ao seu inconsciente coletivo? Você está tentando desviar-se deles, simplesmente abandonando-os. Esse não é o caminho.

O caminho vai através deles. Você tem de cortá-los e passar através deles, sabendo perfeitamente que há alguém com você que já os atravessou e foi além. Não que você precise, como uma absoluta necessidade, da presença de um mestre.

Se você tem o coração e a confiança, até mesmo um Gautama Buda, de vinte e cinco séculos atrás, servirá. Depende da sua confiança, porque sempre houve pessoas, por todo o mundo, confirmando isto:

“Simplesmente entre atentamente na escuridão do inconsciente, acordado, alerta, porque esse é o único modo de se passar através disso.”.

A consciência é a única ponte entre você e o seu supremo florescimento. OSHO – The Mystic Rose

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Quem está aí?

O amante bateu à porta da bem-amada, e uma voz lá de dentro perguntou:
- Quem está aí?
E ele respondeu
- Sou eu.
A voz então disse:
- Esta casa não conterá nós dois.
E a porta continuou fechada. Então o amante foi para o deserto, e na solidão jejuou e orou. Retornou depois de um ano e bateu novamente à porta. E de novo a voz perguntou:
- Quem é?
E o amante respondeu:
- És tu mesma!
E a porta lhe foi aberta.  
Rumi
 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Esquecer tudo é o meio supremo - Mooji

Esquecer tudo é o meio supremo





M: Sábio filho, abandone a mente – o atributo limitador que origina a individualidade, assim causando a grande enfermidade de repetidos nascimentos e mortes – e realize Brahman.
D: Mestre, como se pode extinguir a mente? Não é muito difícil? Não é a mente muito vigorosa, inquieta e sempre vacilante? Como se pode renunciar à mente?
M: Abandonar a mente é muito fácil, tão fácil quanto amassar uma flor delicada, tirar um fio de cabelo da manteiga ou piscar os olhos. Não tenha dúvida. Para um buscador resoluto, senhor de si e não enfeitiçado pelos sentidos, que pelo intenso desapaixonamento se tornou indiferente aos objetos externos, não pode haver a menor dificuldade em abandonar a mente.
D: Como pode ser tão fácil?
M: A questão da dificuldade só surge quando há uma mente a ser renunciada. Verdadeiramente falando, não existe mente. Quando lhe dizem: “Aqui tem um fantasma”, a criança ignorante é levada a acreditar na existência do fantasma inexistente, ficando sujeita ao medo, ao sofrimento e aos incômodos. Da mesma forma no imaculado Brahman, ao imaginar coisas que não existem – como isto e aquilo – uma falsa entidade conhecida como mente surge como algo aparentemente real, funcionando como isto e aquilo e mostrando-se incontrolável e poderosa ao incauto; porém, para o buscador senhor de si e dotado de discernimento, conhecedor da natureza da mente, ela é fácil de ser abandonada. Só um tolo, ignorante da natureza da mente, diz que é muito difícil.
D: Qual é a natureza da mente?
M: Pensar nisto e naquilo. Na ausência de pensamento, não existe mente. Extinguindo-se os pensamentos, a mente permanecerá apenas em nome, tal como o chifre de uma lebre; desaparecerá como uma não entidade, como o filho de uma mulher estéril, o chifre de uma lebre, ou uma flor no céu. Isto também é mencionado no Yoga Vasishta.
D: Como?
M: Vasishta diz: “Ouve, ó Rama, nada há chamado ‘mente’. Assim como o espaço existe sem forma, também a mente existe como um vazio inanimado. Permanece apenas como nome; ela não tem forma. Não está no exterior, nem no coração. Entretanto, como o espaço, a mente, embora não tenha forma, preenche tudo.
D: Como pode ser assim?
M: Onde quer que o pensamento surja como isto e aquilo, lá estará a mente.
D: Se existe mente onde quer que haja pensamento, mente e pensamento são diferentes?
M: O pensamento é o sinal da mente. Quando surge um pensamento, pressupõe-se uma mente. Na ausência de pensamentos, não pode haver mente. Portanto, a mente nada mais é do que pensamento. O pensamento é, em si, a mente.
D: O que é “pensamento”?
M: “Pensamento” é imaginação. O estado livre de pensamentos é a Suprema Bem-aventurança (Sivasvarupa). Os pensamentos são de dois tipos: a evocação de coisas experienciadas e não experienciadas.
D: Para começar, por favor diga-me o que é “pensamento”.
M: Os sábios dizem que nada mais é do que pensar em qualquer objeto externo como isto ou aquilo, é ou não é, deste ou daquele jeito, etc.
D: Como isto pode ser classificado sob o título de coisas experienciadas e não experienciadas?
M: Dos objetos dos sentidos (como o som, etc.) já experienciados – como “eu vi”, “eu ouvi”, “eu toquei”, etc. – pensar neles como tendo sido vistos, ouvidos e tocados é evocar coisas já experienciadas. Trazer à mente objetos dos sentidos não experienciados é o pensamento sobre coisas não experienciadas.
[...]
D: Como, então, é possível extinguir a mente?
M: Esquecer tudo é o meio supremo. O mundo não surge, a não ser pelo pensamento. Não pense e o mundo não surgirá. Quando nada surge na mente, a própria mente é perdida. Portanto, não pense em nada; esqueça tudo. Este é o melhor modo de matar a mente.
D: Alguém já disse isto antes?
M: Vasishta assim falou a Rama:
Vasishta: Elimine os pensamentos de todos os tipos – de coisas apreciadas, não apreciadas, ou outras. Como a madeira, ou a pedra, permaneça livre de pensamentos.
Rama: Devo eu esquecer tudo, completamente?
Vasishta: Exatamente, esqueça tudo completamente e permaneça como a madeira ou a pedra.
Rama: O resultado será a estagnação, como a das pedras ou da madeira.
Vasishta: Não é assim. Tudo isso é apenas ilusão. Esquecendo a ilusão, você estará livre dela. Embora pareça estar estagnado, você será a própria Beatitude. O seu intelecto ficará inteiramente claro e aguçado. Sem se embaraçar na vida mundana, mas parecendo ativo aos outros, permaneça como a própria Beatitude de Brahman e seja feliz. Diferentemente da cor azul do céu, não permita que a ilusão do mundo renasça no puro Espaço do Ser-Consciência. Esquecer essa ilusão é o único modo de matar a mente e permanecer como Bem-aventurança. Mesmo que Shiva, Vishnu ou o Próprio Brahman sejam seus mestres, a realização não é possível sem este meio. Sem esquecer tudo é impossível estabelecer-se enquanto Ser. Portanto, esqueça tudo, inteiramente.
D: Não é muito difícil?
M: Embora seja difícil para o ignorante, é muito fácil para os poucos que discernem. Nunca pense em nada, exceto no Brahman único e ininterrupto. Praticando isso longamente, você esquecerá facilmente o não-Ser. Não pode ser difícil ficar quieto, sem pensar em nada. Não deixe nenhum pensamento surgir na mente; pense sempre em Brahman. Assim, todos os pensamentos mundanos desaparecerão e só restará o pensamento de Brahman. Quando isso se tornar firme, esqueça até mesmo isso e, sem pensar “eu sou Brahman”, seja o próprio Brahman. Não pode ser difícil de praticar.
Agora, meu sábio filho, siga este conselho: pare de pensar em qualquer outra coisa que não seja Brahman. Com esta prática, a sua mente será extinta; você esquecerá tudo e permanecerá puramente como Brahman.


[Trechos de ensinamentos retirados do livro Advaita Bodha Deepika, Capítulo VIII, "A Extinção da Mente" (manonasa).]

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Se você vê escuridão - Papaji


Quando Papaji estava em Nova Iorque, em 1986, um homem que tinha muitos problemas psicológicos veio visitar o mestre. Depois de uma longa ladainha de reclamações de parte do visitante, Papaji disse: Se você vê escuridão, você mesmo de...ve ser a luz. A escuridão não pode existir sem luz. O sujeito que vê deve ser diferente do objeto que é visto. Se escuridão é o objeto, então você mesmo deve ser a luz. Ao ouvir essas palavras, o visitante foi tomado por uma tremenda experiência. [Retirado da biografia do Papaji Nothing Ever Happened, Vol. III, p. 76-8]

domingo, 21 de novembro de 2010

Aberto a todas as formas


Ib'n Arabi
(Poeta Sufi, s. XII)

Meu coração está aberto a todas as formas:
é uma pastagem para as gazelas,
é um claustro para os monges cristãos,
um templo para os ídolos
a Caaba do peregrino,
as Tábuas da Torá,
e o livro do Alcorão

Professo a religião do amor,
e qualquer direção que avancem seus caminhos;
a direção do Amor
será minha religião e minha fé.

domingo, 7 de novembro de 2010

Jogue fora todos os mapas, porque você é a meta - OSHO


Jogue fora todos os mapas, porque você é a meta.
Os mapas podem ajudar se a meta estiver em outro lugar; eles não podem ajudar se você for a própria meta. Eles podem até distrair, porque, quando olha para um mapa, você deixa de olhar para si mesmo. Os livros não podem ajudar, porque você é a verdade e não existe um livro em que você está escrito. O livro é você, não um outro livro. Você está aqui, escrito neste livro que é você mesmo. Você tem que ser decifrado. Se você estiver errado, todos os livros que você carregar estão errados. Todos os livros que você carrega estarão errados e darão indicações erradas, porque quem vai ler esses livros e quem seguirá as instruções indicadas no mapa?

Osho, Um Pássaro em Vôo

sábado, 6 de novembro de 2010

A seta e o alvo

Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

(Paulinho Moska)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"Ausência da presença da ausência" - NISARGADATTA M.


Diz Nisargadatta Maharaj
Em termos simples e diretos:
O que você era antes de adquirir o corpo?
Volte para a origem; permaneça tranquilo, e então
O buscador desaparecerá e
Na busca se fundirá.
Não mais consciente da Consciência, em
Totalidade, em unicidade, sem dualidade Eu sou
Com penetração e intuição, com
profunda convicção, fácil de apreender,
Isto-Que-É está além dos limites do intelecto.
Só a objetiva e a fenomênica –
presença ou ausência – o Intelecto poderá compreender.
Mas o que-Eu-sou não é presença nem ausência;
Ausência da presença da presença,
Ausência da presença da ausência,
É o que-Eu-sou.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Natural é bonito - OSHO


Hoje eu fui informado que bilhões de dólares são gastos em cirurgias plásticas apenas nos Estados Unidos. Quase meio milhão de pessoas, todo ano, fazem cirurgia plástica.

Inicialmente a faixa etária do grupo que costumava fazer essa cirurgia era de mulheres de meia-idade — e era confinado apenas às mulheres — quando elas começavam a se sentir velhas, faziam uma plástica para continuarem jovens, atraentes, por mais alguns dias.

Mas em uma pesquisa recente foi revelado que a maior parte das pessoas que estão fazendo cirurgia plástica nos Estados Unidos são homens, não mulheres, porque agora eles querem ficar jovens durante mais um tempinho.

No fundo, eles se tornarão mais velhos, mas as suas faces mostrarão a elasticidade de um jovem. E o fato mais surpreendente na pesquisa é o de que até mesmo um jovem de 23 anos de idade fez cirurgia plástica para ficar mais jovem.

Esse país é certamente a terra dos lunáticos. Se um rapaz de 23 anos de idade acha que precisa parecer mais jovem...

É tão feio ir contra a natureza. É tão bonito estar em sintonia com a natureza e com qualquer presente que ela traga: a infância, a juventude ou a velhice. Se você aceitar e seu coração estiver aberto, tudo o que a natureza traz tem a sua própria beleza.

De acordo com a minha compreensão — e todos os sábios orientais me apoiam — o homem torna-se realmente bonito e total no ponto mais alto de sua idade, quando toda a tolice da juventude se foi; quando toda a ignorância da infância desapareceu; quando ele transcendeu todo um mundo de experiências mundanas e atingiu um ponto onde ele pode ser um observador na colina — enquanto o mundo inteiro está se movendo lá embaixo nos vales escuros e sombrios, tateando cegamente.

A ideia de permanecer continuamente jovem também é feia. O mundo inteiro deveria conscientizar-se de que forçar a si mesmo a ficar jovem simplesmente torna você mais tenso. Você nunca ficará relaxado.

E se a cirurgia plástica for bem-sucedida, tornando-se uma profissão cada vez mais difundida no mundo, você terá algo estranho acontecendo: todo mundo começará a parecer igual. Todo mundo terá o nariz do mesmo tamanho, o que será decidido pelo computador; todos terão o mesmo tipo de rosto, as mesmas feições.

Não será um mundo bonito; ele perderá toda a sua variedade, perderá todas as suas lindas diferenças. As pessoas se tornarão quase como máquinas, todas iguais, saindo de uma linha de montagem, carros Ford, um a um, igualzinho ao seu anterior — em uma hora, sessenta carros. Vinte e quatro horas por dia isso continua; o turno dos trabalhadores vai mudando, mas a linha de montagem continua a produzir os mesmos carros.

Você deseja que a humanidade também tenha linhas aerodinâmicas, montadas em uma fábrica, todos exatamente iguais, de tal modo que em todo lugar que você for encontre uma Sophia Loren? Isso seria muito enfadonho.

Todo mundo quer viver por mais tempo, mas ninguém quer tornar-se velho. Por quê? Por causa do estágio seguinte. Ninguém está realmente com medo da velhice, mas depois da velhice está a morte e nada mais.

Todo mundo gostaria de viver o máximo de tempo possível, mas nunca se tornar velho, porque tornar-se velho significa que você entrou na área da morte. No fundo, o medo de tornar-se velho é o medo da morte, e somente aqueles que não sabem como viver temem a morte.

A juventude é uma enfermidade da qual o homem se cura um pouco a cada dia. A velhice é a cura. Você passou através de todo o teste de fogo da vida, e chegou a um ponto onde você pode estar inteiramente desprendido, distante, indiferente.

Mas o Ocidente nunca entendeu a beleza da velhice. Eu posso entender, mas não posso concordar com esta ideia do Ocidente: o problema com a vida é que há tantas mulheres lindas — e tão pouco tempo. Essa é a razão de ninguém querer tornar-se velho, apenas para esticar o tempo um pouquinho mais.

Mas eu lhes digo: o problema seria ainda pior se houvesse poucas mulheres e muito tempo! Assim como está, é um mundo perfeito.

Fonte: palavrasdeosho.com

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Por que palavras?


Não se apegar às palavras.. ir além..

Parece fácil, mas nem sempre o é, porque temos o hábito de rotular as coisas, as situações e as pessoas, resumindo-as em conceitos. Conceitos estes que pegamos emprestados, por inconsciência, ignorância, imposição ou inocência mesmo.

As palavras são como pontes, onde nós podemos "ATRAVESsá-las" ou não.

Ir além pode não ser fácil, mas é perfeitamente possível.. sobretudo quando estarmos abertos.

Chris M.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Além dos conceitos e palavras - (minha nova comu no orkut) - participe :)

 Conceitue um objeto qualquer. Agora conceitue uma emoção. Agora um sentimento. E agora uma percepção.

Conseguiu?? Real MENTE conseguiu??

Conceitos são absolutos, finitos, taxativos porque idealizam ou definem algo através de palavras.

Mas, à luz da consciência, será que existe "algo" além dos conceitos.. e das palavras??

Até onde os nossos “olhos” conseguem "ver"??
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=107206736

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O caminho para o inferno - OSHO


Auto-aperfeiçoamento

Todo auto-aperfeiçoamento é um caminho para o inferno. Todos os esforços para fazer alguma coisa, algo a partir de você – algo ideal – irão criar uma loucura cada vez maior. Os ideais são a base de toda loucura, e toda a humanidade é neurótica devido a ideais demasiados.

Por não terem ideais, os animais não são neuróticos. Por não terem ideais, as árvores não são neuróticas. Elas não estão tentando se tornar algo diferente. Elas estão simplesmente desfrutando tudo o que elas são.

Você é você. Mas, em algum lugar, lá no fundo, você deseja se tornar alguém especial, um Buda ou um Jesus, e então você fica girando em um círculo que nunca termina. Perceba o ponto: você é você. E o todo, ou a existência, deseja que você seja você. É por isso que a existência o criou; se não, teria criado um modelo diferente. Ela quis que você estivesse aqui neste momento. Ela não quis que Jesus estivesse aqui em seu lugar. E a existência sabe melhor, o todo sempre sabe melhor do que a parte.

Assim, simplesmente aceite a si mesmo. Se você puder aceitar a si mesmo, aprenderá o maior segredo da vida e tudo o mais acontecerá por conta própria. Simplesmente seja você mesmo. Não há necessidade de se puxar para as alturas; não há necessidade de estar em uma altura diferente daquela em que você já está; não há necessidade de ter uma outra face. Simplesmente seja como você é, em profunda aceitação, e então acontecerá um florescimento e você se tornará cada vez mais você mesmo.

É isso que eu chamo de let-go. Let-go não é um esforço que você possa fazer. É uma compreensão de que eu sou eu e os outros são os outros, e é sem sentido tentar se tornar alguém diferente do que eu sou. Isso cria uma tensão na mente; isso cria preocupação.

Uma vez que você abandone a idéia de tornar-se alguém, não há mais tensão. De repente toda a tensão desaparece. Você está aqui, luminoso, neste momento, e nada mais resta a fazer, exceto celebrar e desfrutar.


Osho, Beloved of my Heart, # 6

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A verdadeira entrega é ausência de luta - OSHO

Amado Osho,

Recentemente, ouvi-o dizer que a transcendência da miséria e da confusão da vida pode ocorrer ou através de uma entrega (let-go) ou através de uma luta - contanto que ambos sejam feitos com totalidade. O caminho de Mahavira foi o da luta, e o Seu é o da entrega. Poderia falar mais um pouco da entrega e do relacionamento que ela tem com a inteligência e a responsabilidade? Eu não tenho essa compreensão, e a minha vida parece ser uma confusa mistura de entrega e de luta. A entrega parece ser mais natural, e a luta parece ser mais responsável.

Isso não é somente uma questão sua, é uma questão de todo mundo - uma mistura de entrega e de luta. Mas a sua entrega não é o que eu chamo de entrega; a sua entrega é simplesmente uma atitude derrotista. Basicamente você quer lutar, mas existem situações nas quais você não pode lutar, ou talvez você tenha chegado ao próprio fim da sua energia de luta. Aí então, para encobrir a sua derrota, você começa a pensar em se entregar. A sua entrega não é verdadeira, é falsa.

A verdadeira entrega não é contrária à luta.


A verdadeira entrega é ausência de luta.

E não se pode misturar a verdadeira entrega com atitudes de luta, pela simples razão de que a presença da entrega significa a ausência de uma atitude de luta. Como você poderia misturar algo que está presente com algo que está ausente? Assim como você não pode misturar luz e escuridão, por maior artista que você possa ser - você não pode misturar luz e escuridão pela simples razão de que a escuridão é somente uma ausência de luz. Você não pode trazê-las juntas; somente uma pode estar presente.

Sendo assim, a primeira coisa a se lembrar é que a atitude básica de todo ser humano é a de lutar. Portanto, não pense nisso como particularmente um problema seu. Isso ajuda-lo-á imensamente a compreender que trata-se de um problema humano. Aí então, você pode manter distância e olhar para aquilo, observá-lo, compreendê-lo.

Lutar é uma atitude básica, porque isso alimenta o ego. Quanto mais você luta, mais o seu ego se torna mais forte. Se você sair vitorioso, o ego tem grande alegria. Você fica dando vida ao ego pelas suas vitórias. Mas, por outro lado, à medida que o ego se torna mais forte, o seu ser vai se afastando cada vez para mais longe de você.

À medida que seu ego se torna mais forte, você vai perdendo a si mesmo. Você pode estar lutando e saindo vitorioso, não sabendo absolutamente que não se trata de um ganho, mas de uma perda. Ensina-se a todas as crianças a lutarem, de diferentes maneiras. A competição é uma luta, ser o primeiro da classe é uma luta, ganhar um troféu num jogo é uma luta... Essas coisas são preparações para a sua vida. Depois luta-se numa eleição, luta-se por dinheiro luta-se por prestígio. Toda essa sociedade está baseada em lutas, competição, briga, na colocação de cada indivíduo contra o todo.

Assim, esta é quase a situação de todo mundo. E aí, você me escuta falar de entrega...

‘Entrega’ significa ‘nenhuma competição, nenhuma briga, nenhuma luta’... simplesmente relaxar com a existência, aonde quer que ela conduza. Sem tentar controlar o seu futuro, sem tentar controlar as conseqüências, mas permitindo-as acontecerem... sem nem pensar nelas. A entrega está no presente; as conseqüências estão no amanhã. E a entrega é uma experiência tão deleitosa... um total relaxamento, uma profunda sincronicidade com a existência.

Estou me lembrando de uma parábola. Chamo-a de “parábola”, porque ela é tão boa que não pode ser verdade. No Oriente, o nome de Majnu é muito famoso. Trata-se de uma história súfi - talvez não tenha existido ninguém com esse nome, mas a história é relevante, quer o homem tenha existido, ou não. Ele tornou-se o amante simbólico.

Majnu era um jovem pobre, com um tremendo amor e um grande coração, e ele apaixonou-se pela filha do homem mais rico. O casamento não era possível - nem os encontros eram possíveis. Ele podia somente ver de vez em quando, de bem longe, a sua amada, Laila. Mas o boato de seu amor começou a espalhar-se, e o ricaço, o pai de Laila, ficou com medo de que aquilo pudesse denegrir o nome da família e que ele não pudesse encontrar depois um marido correto para a sua filha. Aí, ele saiu da cidade para um país bem distante, onde ninguém saberia nada sobre Majnu.

No dia em partiam, uma grande caravana... - porque ele tinha tanto dinheiro e tantas coisa para levar, que centenas de camelos carregavam as coisas. Majnu estava parado do lado da estrada, ao lado de uma árvore, escondendo-se na folhagem da árvore - porque o pai era muito louco, podia até atirar nele, embora ele não tivesse feito nada; não tinha nem falado com Laila.

Ele estava parado lá só para vê-la pela última vez. Bastava-lhe que ela estivesse feliz e saudável - ...e ele esperaria. Se o seu amor tivesse algum poder, ela voltaria. Havia tremenda confiança nele. Ele tinha visto o amor, a mesma chama que ardia seu coração, nos olhos de Laila também. Laila também estava procurando e olhando por todos os lados, lá do camelo onde viajava. Ela sabia que Majnu deveria estar esperando em algum lugar do caminho, e aí ela o viu escondido debaixo de uma árvore, no meio da sua grossa folhagem. Por um momento, sem uma única palavra ou gesto, eles foram um; e depois a caravana passou.

Mas, para Majnu, o tempo parou ali mesmo. Ele permaneceu parado ao lado da árvore, esperando e esperando. Dizem que passaram-se anos. Laila veio, mas veio um pouco tarde. Ela perguntou; as pessoas responderam: “Nunca mais ouvimos falar dele. Desde que você se foi, ele nunca mais voltou à cidade novamente.”.

Ela correu até a árvore onde o havia deixado. Ele ainda estava lá, mas uma coisa estranha tinha acontecido - ele tinha se tornado um com a árvore. É por isso que eu digo que é uma parábola: é bom demais para ser verdade. Ele relaxou tão completamente, porque não havia mais nada a ser feito, senão esperar. Ele relaxou com a árvore e, devagar, devagarinho, eles começaram a se fundir um no outro. A árvore tornou-se seu alimento; não mais estavam separados, tornaram-se um. Galhos cresciam do seu corpo. Ele não mais estava escondido sob a folhagem; a folhagem estava no seu corpo - belas folhas e lindas e perfumosas flores.

Laila não pôde reconhecê-lo. Mas toda a árvore dizia uma única coisa: “Laila... Laila!”. Ela ficou enlouquecida e perguntando: “Onde você está escondido?”. E a árvore disse: “Eu não estou escondido. Esperando tanto tempo sem fazer nada e apenas estando relaxado, tornei-me um com a árvore. Você veio um pouco tarde.

“O que iria acontecer entre nós, aconteceu entre mim e a árvore. Nós íamos nos tornar um - isso não foi aceitável ao destino, talvez. Mas eu estava preparado para relaxar no momento, sem pensar em quaisquer conseqüências. E eu estou feliz de que você esteja viva, ainda jovem, e mais bela. Mas eu fui embora, para bem longe. Estou imensamente feliz... sozinho, relaxado, numa entrega.”.

Para mim, ‘entrega’ quer dizer que você não mais está lutando por nada na vida, mas dando tudo para que a vida tome conta. Você diz: “A entrega parece ser natural.”. Ela “parece”, somente porque todo o seu condicionamento é contra isso. Vocês têm sido educados, durante milhões de anos, para lutar. Lutando, ou você pode ser derrotado - o que criaria uma ferida, o que criaria a vontade de vingança -; ou você pode ser vitorioso - o que novamente criaria uma outra espécie de ferida. Este é o ego. Em qualquer dos casos você sai perdedor. Derrotado, você perde; vitorioso, você perde. Em ambos os casos você vai para muito longe de si mesmo.

A entrega não foi ensinada às pessoas, porque ela vai contra toda a estrutura da sociedade - que é baseada na competição e na luta, onde todos são seus inimigos. Até mesmo seu amigo é seu inimigo, até mesmo a sua esposa é sua inimiga, até mesmo os seus filhos são seus inimigos... porque todos estão tentando arrancar de você tanto quanto possível.

E a mesma coisa, você está tentando fazer. O mundo de miséria é criado, porque todo mundo está arrancando as coisas dos outros. Não se trata de uma existência pacífica, silenciosa, amorosa - nós ainda somos bárbaros e animalescos.

A entrega é uma abordagem totalmente diferente. Seu primeiro passo é o abandono do ego, lembrando-se de que vocês não estão separados da existência: contra quem então estão lutando? Você não é separado das pessoas: contra quem então você está lutando? Contra si mesmo... e esta é a raiz causal da miséria. Seja contra quem for que você esteja lutando, você está lutando consigo mesmo - porque não há nenhum outro.

A entrega é uma profunda compreensão do fenômeno de que nós somos parte de uma só existência. Nós não podemos produzir egos separados: somos um com o todo. E o todo é vasto, imenso. A sua compreensão ajudará você a seguir com o todo, aonde quer que ele vá. Você não possui uma meta separada do todo, e o todo não tem nenhuma meta. Ele não está indo a algum lugar. Ele está simplesmente acontecendo aqui.

A compreensão da “entrega” o ajuda a ficar simplesmente aqui, sem quaisquer metas, sem nenhuma idéia de alcançar, sem nenhum conflito, batalha, luta, sabendo que seria lutar contra si mesmo - que é simplesmente tolice.

A entrega é uma profunda compreensão.

Ela não é um ato que você deva praticar.

Qualquer ato faz parte do mundo da luta. Aquilo que você tem de fazer vai ser uma luta. A entrega é simplesmente compreensão.

E aí então, vem um silencioso relaxamento, fluência com o rio, desinteressado do aonde ele está indo, desprecupado de que você possa ficar perdido... nenhuma ansiedade, nenhuma angústia... porque você não está separado da totalidade, sendo assim, seja o que for que vá acontecer, vai ser bom.

Com essa compreensão, você vai ver que não há mistura: a compreensão não pode se misturar com a ignorância; o insight dentro da existência não pode se misturar com a cegueira; a consciência-em-si não pode se misturar com a inconsciência-em-si.

E a entrega não pode se misturar com as diferentes espécies de lutas - isso é uma impossibilidade.

Apenas deixe-a afundar dentro do seu coração, e você descobrirá uma nova dimensão desabrochando, na qual cada momento é uma alegria, na qual cada momento é uma eternidade em si mesmo.

Fonte: www.oshosukul.com

terça-feira, 21 de setembro de 2010

DES espere, DES controle, DES apegue.. - MOOJI

COPIE O LINK ABAIXO (LINK SEGURO) E COLE NO SEU NAVEGADOR

http://advaita.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Mooji_2009_10_03_S1_Belo-Horizonte_tr11_Guided-Meditation-.mp3

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Baile de Máscaras - by Marcelo Ferrari


Acendem-se as luzes. De novo, um novo dia. No palco, o mesmo planeta de sempre. A peça em cartaz também é a mesma: o baile de máscaras. Os atores… Trimmmmm! Não dá mais tempo, já vai começar. Toca o despertador e o homem com máscara de empresário sai pela rua com os vidros do carro fechados. Seu sistema imunológico metaboliza títulos em ordem alfabética. A mão com máscara de coitada bate na janela, mas o chofer com máscara de fiel diz que hoje não. O farol abre. Na esquina, o velho com máscara de síndico conversa com a senhora com máscara de lamento. Ela recita seu texto chorosa e tranqüilamente, enquanto o velho com máscara de síndico balança a cabeça sem talento algum. Na farmácia, alguém com máscara de farmacêutico atende o rapaz com máscara de doente. O cliente se irrita com o preço do calmante. Atravessa a rua e vai comprar cigarros na padaria do senhor que não queria fazer o papel de padeiro. Lá, muitos mascarados passam em rodízio; alguns por costume, outros por vício. Na hora do almoço, entra em cena o rapaz com máscara de garçom. Seu papel é servir o pernil com máscara de saboroso ao homem casado com a mulher com máscara de indiferente. Seus filhos, adolescentes, usam máscaras de quem não tem máscara. As luzes vão caindo pela ribalta. Os mascarados disfarçam as curvas indesejáveis, retocam a idade com massa cosmética, e saem pelas sobras da noite, peregrinando de bar em bar, comprando gargalhadas com gotas de álcool. Crentes de que são autênticos, chegam ao clímax de quatro, inventando significados enciclopédicos pra palavra “amor”. Depois engolem as páginas junto com comprimidos. Do outro lado do balcão, alguém revela a verdade absoluta num longo arroto. De tão distorcido, soa natural. O som se propaga pelo salão-bar-de-beleza feito telefone-sem-fio, ampliando-se copo a copo. Por fim, o mundo alcança o seu limite. Não há mais como suportar a pressão de viver pisando em ovos. O sol chega inevitavelmente. Os mascarados, então, voltam pelas ruas tentando arrancar o que já virou pele. Alguns desfalecem pelo caminho e resolvem dormir pra sempre nas praças. Outros, persistentes, chegam até suas casas e, de pijamas, sonham como seria dormir nus.

"Eis o admita-se: É preciso identificar pra poder se des-identificar. Ou seja, é preciso sentir na pele espiritual a experiência humana, pra com isto poder se reconhecer espirito sentindo na pele a experiência humana. Gosto de psicologia, mas entendo que desconsidera o zero, ou seja, o espírito. Dai vira um tiro no pé. Pois uma coisa é mergulhar na humanidade lúcido de que a experiência humana está contida (dentro) de nós. Outra coisa é mergulhar na humanidade acreditando que nós estamos contidos dentro dela. Eis a diferença entre o louco e o sábio. O louco se afoga no mesmo baile de máscaras que o sábio flutua". (by Marcelo Ferrari)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

F O D A - OSHO


F O D A
Fonte: palavrasdeosho.com

"O problema é, se Deus está morto... então você perde a palavra mais importante da sua língua e você precisa de um substituto. E Deus era uma ponta, um extremo, e quando um extremo desaparece da sua visão mental, o necessário e o inevitável é que você caia no outro extremo e isso foi o que aconteceu, Milarepa.

Em vez de Deus, "Foda" se tornou a palavra mais importante na sua língua. Até mesmo Friedrich Nietzche se voltasse, ficaria surpreso e tentaria ressussitar de alguma forma o Deus morto.

Mas isto é bobagem... Mas você vai precisar todo um relatório sobre isso, uma investigação inteira. Uma das palavras mais interessantes na língua inglesa atualmente é a palavra "Foda".

É uma palavra mágica, só pela sua entonação, ela pode descrever dor, prazer, ódio e amor.

Na linguagem, ela está em muitas categorias gramaticais. Ela pode ser usada como um verbo tanto transitivo, João fodeu Maria, quanto intransitivo, Maria foi fodida pelo João,e como um substantivo, Maria é uma bela foda. Ela pode ser usada como um objetivo, Maria é foda de linda.

Como podem ver, não há muitas palavras com a versatilidade de "Foda". Além de seu significado sexual também há os seguintes usos:

* Ignorância - Foda-se se eu sei.
* Problema - Acho que agora estou fodido.
* Fraude - Me foderam na loja de carros usados.
* Agressão - vá se foder!
* Desprazer - que foda (merda) está acontecendo aqui?
* Dificuldade - Eu não consigo entender esse trabalho fodido!
* Incompetência - ele é um fodido (merda).
* Suspeita - que foda (merda) você está fazendo?
* Prazer - O dia foi muito foda.
* Pedido - Vá foder longe daqui.
* Hostilidade - Vou socar a sua cara fodida.
* Saudação - como vai essa foda ???
* Apatia - quem quer foder?
* Inovação - pegue o martelo mais foda.
* Surpresa - foda (merda), você me assustou pra cacete!
* Ansiedade - hoje é um dia realmente fodido.


E também é muito saudável também. Se toda manhã você o fizer como uma meditação trancendental. Na hora que você acordar, a primeira coisa a fazer, é repetir o mantra: "Vá se foder" cinco vezes. Isso vai limpar sua garganta também.

OK?"
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Seja - RAMANA M.


Não medite – seja!
Não pense que você é – seja!
Não pense sobre ser – você é!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nada existe separadamente - OSHO

Essa é a única coisa boa com relação a isso — e essa é a coisa boa sobre o deus dos padres: você nunca vai vê-lo. É por isso que você continua acompanhando o padre.

Para evitar Deus, você segue o padre. Para evitar Deus, você lê a Bíblia. Para evitar Deus, você entoa os Vedas. Para evitar Deus, você se torna um estudioso, um pensador. Para evitar Deus, você está fazendo tudo o que é possível.

Mas por que você quer evitar Deus? Por que, em primeiro lugar, você quer evitar Deus? Existem razões para isso. Basta a ideia de Deus para gerar um medo incrível, porque Deus vai significar a morte para seu ego. Você não vai existir se Deus estiver presente.

O grande místico indiano Kabir disse: "Olhe a ironia disso. Quando eu estou, Deus não está; agora Deus está, e eu não estou. De qualquer modo, o encontro não se deu". Porque para um encontro, são necessárias pelo menos duas pessoas. "Quando eu estava, Deus não estava; agora Deus está, e eu não estou."

O temor é porque você vai ter de perder a si mesmo. Você tem medo da morte; é por isso que você tem medo da morte; é por isso que tem medo de Deus. E é por isso que tem medo do amor, e é por isso que tem medo de tudo o que é grande.

Você está muito ligado a esse falso ego que nunca dá nada a não ser infelicidade e dor, mas ao menos lhe dá o sentimento de que você existe. Preste atenção nisso. Medite sobre isso.

Se você quer existir, então sempre irá cair na armadilha do padre. Na verdade, você não existe. Toda a ideia é uma falsa noção. Como você pode existir? As ondas existem, mas não separadas do oceano. Da mesma forma, nós existimos: não separados do oceano da existência.

É isso que Deus é. As folhas existem, mas não separadas da árvore. Tudo existe, mas nada existe separadamente.

Osho, em "Zen: Sua História e Seus Ensinamentos"

Fonte: palavrasdeosho.com

domingo, 1 de agosto de 2010

Indivíduos separados? - NISARGADATTA M.


Pergunta: Por que é que nós naturalmente parecemos pensar em nós mesmos como indivíduos separados?

Maharaj: Seus pensamentos sobre individualidade não são realmente seus próprios pensamentos; são todos pensamentos coletivos. Você pensa que você é a pessoa que tem os pensamentos; mas de fato os pensamentos surgem dentro da consciência. Conforme nosso conhecimento espiritual cresce, nossa identificação com um corpo-mente individual diminui, e nossa consciência expande-se na consciência universal. A força da vida continua a atuar, mas seus pensamentos e ações já não são limitados à um indivíduo. Transformam-se na manifestação total. É como a ação do vento - o vento não sopra para nenhum indivíduo em particular, mas para a manifestação total.

Q: Como um indivíduo é possível retornar à fonte?

M: Não como um indivíduo; o conhecimento “eu sou” deve retornar à sua própria fonte. Agora, a consciência identificou-se com uma forma. Mais tarde, ela compreende que não é essa forma e segue adiante. Em alguns casos pode alcançar o espaço, e muito frequentemente, pára ali. Em muito poucos casos alcança sua fonte real, além de todo condicionamento.
É difícil abandonar essa inclinação de identificar o corpo como sendo o 'Ser' (Self). Eu não estou falando com um indivíduo, estou falando para a consciência. É a consciência que deve procurar sua fonte. Desse estado de não-ser surge o sentido de existência. Vem tão quietamente quanto o crepúsculo, com apenas uma sensação de “eu sou” e então de repente o espaço está lá. No espaço, o movimento começa com o ar, o fogo, a água, e a terra. Todos estes cinco elementos são justamente você. De sua consciência tudo isto aconteceu. Não há nenhum indivíduo. Há somente você, o funcionamento total é você, a consciência é você. Você é a consciência, todos os títulos dos deuses são os seus nomes, mas identificando ao corpo você se entrega ao tempo e a morte -você está impondo isso a você mesmo. Eu sou o universo total. Quando eu sou o universo total não tenho necessidade de nada porque eu sou todas as coisas. Mas abarrotei eu mesmo em uma coisa pequena, um corpo; fiz de mim um fragmento e tornei-me carente de coisas. Eu preciso de tantas coisas sendo um corpo. Na ausência de um corpo, você existe, quando não tinha um corpo você existia? Você estava lá ou não? Alcance esse estado que é e era anterior ao corpo. Sua natureza verdadeira está aberta e livre, mas você a encobre, você dá-lhe vários desenhos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A arte do amor - OSHO


“... Noventa e nove por cento do que as pessoas chamam de amor, nada mais é que necessidade. E não se perturbe muito com isso. A condição da mente da humanidade é tal que esse é o estado natural. Porque você necessita, naturalmente se torna dependente. E assim, todo amor cria escravidão e um círculo vicioso: a pessoa não quer estar numa escravidão, ela não quer ser dependente – isso fere o ego – daí ela se afasta. Mas quando ela se afasta, as suas necessidades não são atendidas, daí ela se sente faminta e volta novamente. Isso se torna um movimento constante: aproximando-se e indo embora. É assim que o pêndulo da mente fica se movendo. E não existe maneira alguma de decidir, porque quando você está fora, começa a sentir a necessidade. O amor é alimento!
O seu corpo necessita dele, a sua mente necessita dele, o seu ser necessita dele. Sem amor você se sentirá jogado fora, num mundo frio. Ninguém para abraçar, ninguém para lhe dar calor. Você se sentirá como uma criança perdida. Assim, você fica amedrontado quando está só. Então você começa a se mover em direção à pessoa que ama. Você esquece tudo sobre dependência e tudo sobre escravidão. Mantenha os amantes separados e eles começarão a sentir um amor muito grande um pelo outro; coloque-os juntos e dentro de poucos dias eles odiarão um ao outro. E esse relacionamento de ódio-amor continua, é um círculo vicioso: o ódio leva-o para longe; quando você está longe o amor surge. O amor traz você para perto; quando você está perto, você se sente dependente, surge a escravidão e você fica se sentindo enjaulado, aprisionado. O movimento para se afastar da pessoa começa de novo.
Mas este é o estado natural de uma mente inconsciente, assim não anseie por algo melhor do que isto. Neste momento nada melhor é possível. Se você quiser alguma coisa melhor você terá que mudar o seu estado de mente, não o seu relacionamento. Compreende...? Você está tentando mudar o relacionamento – isso não é possível. Com essa mente, somente é possível isso que está acontecendo. Você tem que aceitar isso e curtir. Curta isso o máximo e o melhor que puder, mas mudar isso você não pode. Se você quiser mudar isso, não será mudando diretamente; você terá que mudar a sua mente, você terá que mudar a sua consciência. Você terá que se tornar mais meditativo, você terá que se tornar mais consciente, somente isso poderá trazer alguma mudança em seu amor.Somente quando a mente se tornar maior, chegar ao mais alto nível de consciência, o amor se tornará mais elevado. Com um certo tipo de mente, um certo de amor existe; você não pode mudar o amor. O amor é dependente do estado da mente.”
Fonte: oshobrasil.com.br

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Auto Inquirição - RAMANA

Seu dever é SER, e não ser isso ou ser aquilo. “Eu sou o que eu sou” resume toda a verdade. O método é “fique em silêncio”. O que significa o silêncio? Significa destrua-se, pois qualquer forma é causa de problemas.

Não há mistério maior que este: que sendo a Realidade nós buscamos alcançar a Realidade. Nós pensamos que existe algo ocultando a Verdade e que isso deve ser destruído a fim de que possamos atingir a Verdade. É ridículo. Chegará o dia em que você vai rir de todos os seus esforços pretéritos. Aquilo que será no dia em que você rir também é aqui e agora.

A liberação, que é bem-aventurança, é natural a todos.

A ignorância é uma ilusão da mente, uma falsa sensação.

Apenas o ego é prisão, e a sua própria natureza,

livre do contágio do ego, é liberação.

Não há engano maior do que acreditar que a liberação,

Que está sempre presente como a sua verdadeira natureza,

será alcançado em um tempo futuro.

Até mesmo o desejo pela liberação é fruto da ilusão.

Portanto, permaneça em silêncio.

Se você permanecer como mera consciência, “eu sou”, a ignorância não existirá. Portanto, a ignorância é falsa; apenas a Consciência é real.

Para a aquietação da mente não há nenhum outro meio mais eficaz do que a auto-inquirição. Através dos outros métodos a mente apenas parecerá ter se aquietado, mas não será extinta; ela surgirá novamente.

Este é o método direto. Todos os outros métodos só podem ser praticados retendo-se o ego, e neles surgem muitas dúvidas, enquanto que a pergunta última é apenas atacada no final. Mas neste método, a pergunta última é a única pergunta e ela é levantada desde o começo.

A auto-inquirição o leva diretamente à Auto-Realização, pois remove os obstáculos que fazem você acreditar que o Eu Real ainda não foi alcançado.

A diferença entre a meditação e a auto-inquirição é que a meditação requer um objeto sobre o qual se foca a atenção, enquanto que na auto-inquirição há apenas o sujeito e nenhum objeto.

Pedir que a mente destrua a mente é como fazer do ladrão o policial: ele irá com você e vai parecer que ele prendeu o ladrão, mas nada será feito. Então o que você precisa fazer é olhar para dentro e ver de onde a mente surge. Uma vez que você vir a Fonte da mente, ela desaparecerá.

O primeiro pensamento a surgir na mente é o pensamento-eu. Todos os outros inumeráveis pensamentos surgem apenas depois do pensamento-eu e têm nele sua origem. Em outras palavras, apenas depois do pronome de primeira pessoa, “eu”, surgir, é que os pronomes de segunda e terceira pessoa, “tu” e “ele”, ocorrem para a mente; estes não subsistem sem aquele.

Como todos os outros pensamentos só podem surgir depois do aparecimento do pensamento-eu, e como a mente nada mais é do que um conglomerado de pensamentos, é apenas [voltando a atenção ao pensamento-eu] através da inquirição “Quem sou eu?” que a mente será extinta. Além disso, o pensamento-eu – implícito na investigação “Quem sou eu?” – destruirá todos os outros pensamentos e, como a vareta usada para avivar a fogueira, no final ele mesmo será consumido.

Você não precisa eliminar nenhum falso “eu”. Como pode o “eu” eliminar a si mesmo? Tudo o que você precisa fazer é encontrar a Fonte do “eu”, e permanecer lá. O seu esforço só pode levá-la até este ponto. A partir daí o Transcendental vai tomar conta de si mesmo. Você não pode fazer mais nada então. Nenhum esforço pode chegar até Ele.

O pensamento-“eu” é como um fantasma que, apesar de ser impalpável, surge simultaneamente com o corpo, vive e desaparece junto com ele. A consciência “eu sou o corpo/este é meu corpo” é o falso eu. Abandone-a. Você pode fazer isso buscando a fonte do sentimento “eu”. O corpo não diz “eu sou”. É você que diz “eu sou o corpo”. Descubra o que é este “eu”; busque sua fonte e ele desaparecerá.

http://www.advaita.com.br/Ramana/ensinamentosramana.htm

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Do sexo ao samadi - OSHO

"Só temos uma energia que, no mais baixo, é sexual. Refinada, transforma-se pela alquimia da meditação e torna-se amor ou oração. O sexo é o fenômeno mais importante da vida. É natural, não exige preocupação. Repressão é esconder energias impedindo sua manifestação e transformação. Até hoje nenhuma sociedade encarou o sexo naturalmente. O sexo revela que somos dependentes. As pessoas egoístas são contra o sexo (?) Nele sempre há o risco de rejeição. Nele nos tornamos animais, porque naturais. Quando aceitamos o passado, o futuro se torna uma abertura. O tantra usa o ato sexual rumo à integridade, se nos movermos nele meditativamente, sem controle, com loucura, sem tempo, sem ego, naturalmente. Tantra é um longo caminho do sexo ao samadi. Samadi é o supremo gol; sexo é só o primeiro passe. Uma pessoa se torna Buda quando o sexo é transformado em Samadi. É bom mover-se no sexo, mas permanecer observador.
A meditação é a experiência do sexo sem sexo. O sexo é um fim em si mesmo e no presente. Sem amor o ato sexual é apressado. Sem pressa, estando no presente, caminha-se para a comunhão, a entrega, a espiritualidade, o relaxamento, o fluir, a fusão, o êxtase, o Samadi. Não há necessidade de ejaculação. Quanto mais observamos, mais nossos olhos são capazes de ver, mais são perceptivos. "O homem e a mulher são dois polodiferentes, o polo positivo e negativo da energia. Seu encontro provoca um circuito e produz um tipo de eletricidade. O conhecimento dessa eletricidade é possível se o período de cópula puder ser mantido por um período mais longo. Então uma alta carga, produzindo uma auréola de eletricidade evoluirá por si mesma. Se as correntes dos corpos estiverem num abraço total e completo, pode-se até mesmo ver um lampejo de luz na escuridão."

Do livro: Relacionamento: Amor e Liberdade - Osho
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Bolhas de sabão - OSHO


Todas as nossas misérias e sofrimentos não são nada mais do que apego. Toda a nossa ignorância e escuridão é uma estranha combinação de mil e um apegos. Nós estamos apegados a coisas que serão levadas no momento da morte, ou mesmo, talvez, antes. Você pode estar muito apegado a dinheiro, mas você pode ir à bancarrota amanhã. Você pode estar muito apegado a seu poder e posição, mas eles são como bolhas de sabão. Hoje eles estão aqui; amanhã eles não deixarão nem um traço.

(...)

Todas as nossas posições, todos os nossos poderes, nosso dinheiro, nosso prestígio, respeitabilidade são todos bolhas de sabão. Não fique apegado a bolhas de a bolhas de sabão; senão, você estará em contínua miséria e agonia. Essas bolhas de sabão não se importam por você estar apegado a elas. Elas continuam estourando e desaparecendo no ar e deixando-o para trás com o coração ferido, com um fracasso, com uma profunda destruição de seu ego. Elas o deixam triste, amargo, irritado, frustrado. Elas transformam sua vida num inferno.

Compreender que a vida é feita da mesma matéria que os sonhos é a essência do caminho. Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva dentro de você. Lembre-se que ele é um belo sonho, porque tudo está mudando e desaparecendo.

Não se agarre a nada. Agarrar-se é a causa de sermos inconscientes.

Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você. A energia que estava envolvida no apego às coisas trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar – nenhuma possibilidade para a miséria, a agonia, a angustia.

Ao contrário, quando todas essas coisas desaparecem, você se encontra sereno, calmo e tranqüilo, numa alegria sutil. Haverá um riso no seu ser.

(...)

Se você se tornar desapegado, você será capaz de ver como as pessoas estão apegadas a coisas triviais, e quanto elas estão sofrendo por isso. E você rirá de si mesmo, porque você também estava no mesmo barco antes. O desapego é certamente a essência do caminho.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cigarro Zen - Meditação do Cigarro - OSHO

Meditação do cigarro

"Um homem veio a mim, Ele era um fumante inveterado há trinta anos e estava doente,
e os médicos diziam : 'você nunca terá saúde se não parar de fumar'. Mas ele era um
fumante crônico e não conseguia parar de fumar. Tentou - não que não tenha tentado -, tentou arduamente e sofreu muito ao tentar, mas conseguia somente por um ou dois dias e, novamente,a ânsia surgia tão forte que simplismente tomava conta dele. E, de novo, ele caía no mesmo padrão.

Por não conseguir parar de fumar, ele perdeu toda auto-confiança: ele sabia que não podia fazer algo tão banal como parar de fumar.
Deixou de ter valor a seus proprios olhos, considerando-se a pessos mais imprestáel do mundo e perdendo todo respeito por si mesmo.

Ele me procurou e disse: 'O que posso fazer? como parar de fumar ? 'Respondi: "Ninguém pode parar de fumar.
O que você precisa é entender. Agora, fumar ou não fumar não é decisão sua. Fumar agora faz parte do seu mundo de hábitos e criou raízes. Trinta anos é muito tempo; esse hábito criou raízes em seu corpo, em sua química e se espalhou por toda parte. Não cabe à sua cabeça decidir; ela não pode fazer nada. A cabeça é impotente; ela pode começar coisas, mas não consegue interrompê-las com tanta facilidade. Pelo fato de ter começado e praticado por tanto tempo, você passou a ser um grande yogue - trinta anos praticando o ato de fumar! Isso se tornou autônomo; você precisará desautomatizá-lo". Ele perguntou: "O que você quer dizer por desautomatização?"

E é disso que se trata a meditação: desautomatização.

Eu respondi:"Faça uma coisa: esqueça-se parar de fumar. Não há necessidade. Por trinta anos você fumou e viveu; é claro, foi um sofrimento, mas você também se acostumou com isso. E que diferença faz se você morrer algumas horas antes do que morreria se não fumasse ? O que você irá fazer aqui? O que fez? Então, qual a diferença se você morrer segunda-feira, terça-feira ou no domingo, este ou aquele ano; que importância tem isso ? "

Ele respondeu: "Nenhuma, é verdade, não importa". Então eu disse: " Esqueça-se disso; não vamos parar...Em vez disso, vamos entender. Assim, da próxima vez, faça o ato de fumar uma meditação".

Ele perguntou: "Meditar a partir do ato de fumar?" Respondi:"É. Se o pessoal do zen pode fazer uma meditação a partir do ato de beber chá e fazer disso uma cerimônia, por que não? O ato de fumar pode ser uma meditação igualmente bela".

Ele parecia entusiasmado e disse: "O que você está dizendo?" Ele ficou mais vivo! E continuou:"Meditação? Conte-me - mal posso esperar!".

Dei-lhe a meditação; eu disse:" Faça uma coisa. Quando você estiver pegando o maço de cigarros do bolso, faça isso lentamente.
Desfrute, não há pressa. Esteja consiente, alerta, atento; pegue-o lentamente, com plena percepção. Depois, pegue o cigarro do maço também com plena percepção, lentamente - não como antes, com pressa; de modo inconsciente, mecânico. Então, comece a batero cigarro sobre o maço - ficando muito alerta. Escute o som, como o pessoal do zen faz quando o samovar começa a fazer barulho e o chá começa a ferver...e o aroma. Depois, cheire o cigarro e observe a sua beleza..."

Ele perguntou:" Como assim? A beleza?"

"Sim, ele é belo. O tabaco é tão divino quanto qualquer outra coisa. Cheire-o, é o cheiro de Deus."

Ele parecia um pouco surpreso e perguntou: "O quê ? Você está brincando?"

"Não, não estou brincando" Mesmo quando brinco, eu não brinco. Sou muito sério.

"Depois, coloque-o na boca com plena consciência e acenda-o com plena consciência. Desfrute cada ato, cada pequeno ato, e divida-o em tantos pequenos atos quanto possível, para que você fique cada vez mais consciente. Dê a primeira tragada. Deus em forma de fumaça...
Os hindus dizem: 'Annam Brahma'- comida é Deus. Por que não a fumaça? Tudo é Deus. Encha os pulmões profundamente - isso é um pranayama.
Estou lhe dando a nova yoga para a nova era! Então, solte a fumaça, relaxe; uma outra tragada - e prossiga muito lentamente.

"Se você conseguir fazer isso, ficará surpreso: logo perceberá toda a estupidez disso. Não porque os outros disseram que isso é estupidez, não porque os outros disseram que isso é ruim. Você perceberá. E ao perceber não será apenas intelectual, mas de todo seu ser total; ele será uma visão da sua totalidade. E, então, um dia, se o hábito sumir por si, que suma; se ele continuar, que continue. Você não precisa se preocupar com isso."

Ele voltou três meses depois e disse: " MAs ele sumiu..."
Eu sugeri: "Agora, experimente fazer isso também com outras coisas".

Este ;e o segredo, o segredo: desautomatizar. Ao caminhar, caminhe lentamente, com atenção. Ao olhar, olhe com atenção, e verá que as árvores estão mais verdes do que jamais estiveram, que as rosas estão mais coloridas do que jamais estiveram...Escute! Alguém está conversando,fofocando; escute com atenção. Quando você estiver falando, fale com atenção. Faça com que toda a sua atividade de vigília seja desautomatizada.

A meditação não é uma experiência; é ficar consciente da testemunha. Olhe, observe e
permaneça centrado no observar, e aí tudo é total; do contrário, nada é total. E'então,qualquer coisa, tudo nos preenche; fora isso, nada nos preenche. Medite sobre o rosto da pessoa amada. Se você gosta de flores, medite sobre a rosa; medite sobre a lua ou qualquer
coisa que você gosta. Se você gosta de comida, medite sobre a comida. "

Livro Orange - OSHO

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A escuridão não existe - OSHO


Buda disse: os budas só indicam o caminho, mas é você que tem que ir, cabe a você seguir o caminho." Eu estou tateando no escuro. Osho, você poderia tirar-me disso?"Eu não vejo escuridão em lugar algum. Você é que está mantendo os olhos fechados. A escuridão não existe. É criação sua. O sol está em todo lugar, a luz está em todo lugar, estamos em pleno meio-dia. Mas você continua apertando os seus olhos, mantendo-os fechados. Daí a escuridão. Agora, ninguém pode forçar os seus olhos a se abrirem. Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo. Se você quiser espirrar, você terá que espirrar, eu não posso fazer isso por você. Se você quiser assoar o nariz, você que terá que fazer isso, eu não posso fazer por você. Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo. Esta é uma das coisas mais fundamentais da vida. Se não fosse assim, mesmo em sua liberdade, você seria um escravo. Se eu tirá-lo da sua escuridão, ou qualquer outra pessoa, aquela luz não será muito luminosa. Você estará aprisionado naquela luz, você não veio de livre e espontânea vontade, você não floresceu espontaneamente. Alguma vez você já observou uma criança tentando abrir à força um botão de flor? O botão pode ser aberto, mas não será uma flor, alguma coisa ficará faltando, algo de grande significado. A alma estará faltando. A flor tem alma quando ela floresce espontaneamente, daí ela tem vida. Quando você a força, você a destrói. Tudo que é belo na vida pode apenas acontecer; não pode ser feito. Existe uma bela história sobre um mestre Zen, Joshu:Um dia, Joshu caiu na neve e gritou 'Ajude-me! Ajude-me!'Um discípulo de Joshu aproximou-se e deitou ao seu lado.Joshu riu, levantou-se e disse ao discípulo: 'Certo! Perfeitamente certo! Isso é o que eu estou fazendo com você também.' Joshu tinha caído na neve e gritado, 'Ajude-me! Ajude-me!' Mas não havia necessidade alguma. Se você caiu, você pode se levantar. A mesma energia que fez você cair, consegue fazer você se levantar. A pessoa que não consegue se levantar, não consegue nem mesmo cair. A mesma energia que o leva a se perder, pode trazê-lo para casa. A pessoa que não consegue voltar para casa, não consegue também se perder, porque é necessário energia. A mesma energia que faz de você um pecador, pode fazê-lo um santo. Na verdade, ser um pecador é mais complexo, mais difícil, mais trabalhoso. Ser um santo não é complexo nem trabalhoso. E ser religioso definitivamente não é trabalhoso. É a mesma energia! Você está mantendo os seus olhos fechados, e despendendo muita energia para mantê-los fechados. A mesma energia que os está mantendo fechados, se relaxados, irá ajudá-los a se abrirem. O discípulo é um discípulo de verdade. Ele entendeu Joshu perfeitamente bem. Ele sabe que ele criou uma situação, ele deitou-se conscientemente. Talvez o discípulo estivesse passando e Joshu caiu - criou uma situação - e gritou, 'Ajude-me! Ajude-me!' E o discípulo veio e deitou-se ao seu lado. Ele não o ajudou, em absoluto. O que ele estava fazendo? Ele não estava tentando ajudá-lo, de modo algum. Ele estava simplesmente sendo compreensivo. Ele estava dizendo, 'O que pode ser feito? Ok, eu sou seu discípulo, eu vou deitar ao seu lado. O que mais eu posso fazer?' Um mestre é compassivo com você, ele tem compaixão. O que mais ele pode fazer? Um mestre verdadeiro não pode segurar suas mãos, porque isso o manterá sempre dependente. Trazer você para fora à força, é o mesmo que mantê-lo ainda dentro. Na hora em que o mestre soltar suas mãos, você voltará para o seu velho mundo, para a sua velha mente. Aquilo ainda não estava encerrado, ainda estava agarrado dentro de você. Um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar. Tente entender: um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar. A sua ajuda é muito indireta, ele nunca vem imediatamente ajudá-lo. Ele vem de maneira muito sutil. Ele se aproxima de você como uma brisa muito frágil, não como uma ventania selvagem. Ele se aproxima de você como uma aura, invisível. Ele o ajuda certamente, mas nunca força você. Ele o ajuda apenas até onde você está pronto para ir, nunca um passo a mais. Ele nunca empurra você violentamente, porque qualquer coisa feita violentamente será perdida, mais cedo ou mais tarde. Aquilo que você não desenvolveu de livre e espontânea vontade, você perderá. Você não pode desfrutar aquilo que não cresceu em seu ser espontaneamente. Você desfruta o seu próprio crescimento. Eu posso até mesmo dar-lhe a verdade, e você irá jogá-la fora, porque você não irá reconhecê-la. Eu posso forçá-lo a acordar, mas você irá cair no sono no momento em que eu me for, e você vai me xingar e ficar com raiva de mim, pois você ainda estava curtindo os seus sonhos. Você estava curtinho sonhos doces e aí chegou um homem e o acordou. Algumas vezes observe a si mesmo. Você tem que pegar um trem bem cedo, quatro ou cinco horas da manhã, e você pede alguém para acordá-lo às quatro horas. Assim ele faz. E você fica com raiva. Você não gosta da idéia, mas essa idéia foi sua. Você sente como se ele fosse seu inimigo. Ouvi contar a respeito de Emanuel Kant, um filósofo alemão, que ele era muito preso a horários. Ele quase se movia como um ponteiro de relógio, exatamente na hora, tudo, nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. Por toda a sua vida ele costumava acordar cedo, às cinco horas da manhã. Ele tinha um criado. O criado tinha que arrastá-lo para fora da cama e às vezes até mesmo bater nele. Ele tinha dado tal poder ao criado. Ele lhe disse: 'Ainda que você tenha que me bater, bata. Vai ser uma boa luta para você, mas você tem que me acordar. Não escute o que eu lhe disser de manhã cedo. Eu irei repreendê-lo, gritarei com você e o ameaçarei dizendo que irei colocar fogo em você, mas não se preocupe. Qualquer coisa que eu disser, vai ouvindo, mas me arraste para fora da cama.' Ele tornou-se muito dependente desse criado, de tal modo que o criado quase se tornou o patrão e o patrão tornou-se o criado. Algumas vezes o criado o deixava. Daí, ele tentava encontrar outros criados, mas ninguém se adaptava, pois como bater no seu patrão às cinco horas da manhã? Mesmo ele dizendo, 'Bata-me!', o criado ficava com medo. E o velho criado tinha que ser trazido de volta novamente. Mas, como isso acontece? Você pode estar curtinho um sonho bom e aconchegante. Está fazendo frio, mas debaixo do cobertor está quente e aconchegante. Sim, você havia decidido antes que iria se levantar cedo, mas e agora... ? Você quer virar para o lado e cair no sono de novo. Ninguém pode ser acordado antes da sua hora, nem deve ser.E não há qualquer problema. Simplesmente tente compreender porque você mantém seus olhos fechados. Mais do que pedir-me para forçá-los a se abrirem, tente compreender porque você os mantém fechados. Tente compreender quais sonhos você ainda tem que sonhar. Você já não sonhou o bastante? Você, na verdade, já não sonhou mais do que o suficiente? Por milhões de vidas você tem sonhado. E você não alcançou nada com todos esses sonhos. Você permanece vazio, oco. Ainda assim, você continua se enchendo com novos sonhos, com novos desejos, com novas ambições. É bem possível que agora você esteja sonhando com iluminação, por isso você fez essa pergunta. Você sonhou muitos sonhos. Agora um novo sonho surgiu em sua mente: tornar-se um buda, alcançar a iluminação. Isto é novamente um sonho. Se você tivesse realmente terminado com todos os seus sonhos, então quem estaria mantendo você dormindo? Abra seus olhos! Na verdade, nem mesmo haverá necessidade de abrir os seus olhos. Uma vez que você tenha compreendido que você já sonhou todos os sonhos possíveis, os olhos se abrirão. Não haverá nem mesmo a necessidade de abri-los porque ninguém estará lá para fechá-los. Olhe para meu punho: se eu tiver que mantê-lo como um punho, eu terei que mantê-lo fechado, cerrado. No momento em que eu parar de fechá-lo, ele começará a se abrir espontaneamente. Estar aberto é natural, estar fechado é antinatural. Para mantê-lo fechado você tem que colocar muita energia nele. Para abrir, nenhuma energia é necessária. Isso é uma coisa muito estranha: para permanecer miserável, você precisa colocar muita energia nisso. Para permanecer alegre, você não precisa de qualquer energia, de jeito algum. A felicidade é grátis, ela nada custa. A miséria você precisa fazer por merecer. Se você quiser ser miserável, muito esforço será necessário para permanecer miserável. É um estado muito antinatural. Um punho cerrado é antinatural; uma mão aberta é natural. A mão aberta não necessita energia, caso contrário você se sentiria cansado; ao final do dia você estaria morto de cansado por ter ficado todo o dia com a mão aberta. Daí, você dirá, 'Por todo o dia eu mantive minhas mãos abertas e agora eu estou me sentindo muito cansado.' Qualquer dia, mantenha o seu punho fechado por todo o tempo e ao final da tarde você se sentirá realmente cansado. O natural é a mão aberta. Um coração aberto é um fenômeno natural; um ser aberto é simplesmente natural. Um ser fechado é muito antinatural, muito artificial; você tem que colocar toda a sua energia nisso. Essa é a minha observação em milhares de pessoas: elas dão toda a sua energia para se manterem miseráveis. Permanecer no inferno é um grande investimento. Não é fácil, é muito difícil. Você precisa ser muito forte para estar no inferno, muito teimoso, decidido. (...) Você tem que ser duro como um diamante, somente então você pode permanecer no inferno. Se não for assim... ninguém está impedindo o seu caminho. Basta relaxar e você entra no céu, o relaxamento é a porta. Você diz: Eu estou tateando no escuro. Relaxe. No momento em que você relaxar, os seus olhos começarão a se abrir, assim como um botão abre e se torna uma flor, assim como um punho que não mais se mantém cerrado começa a se abrir e se torna uma mão aberta. Eu não estou aqui para forçar isto. Eu estou aqui para esclarecê-lo como isto acontece. Eu posso falar a respeito desse processo, eu não posso fazê-lo para você. Compreendido, ele acontece. Eu não lhe prometo coisa alguma. Eu só lhe prometo uma coisa: o que aconteceu comigo eu farei com que fique óbvio para você. Daí, cabe a você seguir. Buda disse: os budas só indicam o caminho, mas é você que tem que ir, cabe a você seguir o caminho.
OSHO - Zen: the Path of Paradox - Vol. 3 - Cap. 2

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O QUE A ILUMINAÇÃO VAI LHE DAR - GANGAJI


Na maioria, todos já experimentaram como a perseguição dos desejos mundanos geralmente leva à perpetuação do sofrimento. Dessa experiência resulta a constatação de que geralmente se paga um preço pela satisfação desses desejos. Esse preço é a sua energia de vida, a sua concentração e determinação. É claro que você pode obter prazer na satisfação dos desejos mundanos e passar pela dor da perda. Contudo, o verdadeiro aprofundamento de uma vida não acontecerá enquanto você não estiver disposto a perceber a limitação dos desejos mundanos. Uma vez percebido isso, você pode experimentar uma sutil, porém mortal transferência, dos desejos mundanos para o âmbito dos desejos espirituais. O desejo da verdade, enquanto considerado um desejo elevado, ainda o deixa a perguntar-se por que o seu sofrimento continua.

O desejo de liberdade, amor, verdade ou Deus não é um problema. Meu mestre, Papaji, dizia que, se você deseja a liberdade acima de tudo mais, este desejo em si aniquilará todos os outros desejos; e isso é verdade. Este desejo engole todos os outros desejos. Portanto, o desejo de iluminação não é o problema. O problema é a expectativa de que a iluminação venha a lhe dar certos resultados ou que venha fazer você ter uma certa aparência ou sentir-se de um certo modo. Daí surge confusão e questionamento: por quê, se só o que se deseja é a iluminação, ainda não se tem a experiência de paz permanente?

Eu encorajo você a investigar realmente a sua própria mente e verificar se há alguma imagem de verdade, de liberdade, de iluminação ou de Deus. Se houver uma imagem, experimente o seguinte: Largue-a. E agora veja se há alguma expectativa associada a Deus, tal como: se você estiver sendo sincero com Deus, Deus há de lhe dar saúde perfeita, riqueza perfeita, felicidade eterna, etc. Examine a sua mente e veja se há expectativas de que a constatação de Deus ou da verdade vá lhe dar algum alívio da vida ou algum controle sobre a vida. Agora, para fins de investigação, solte essas expectativas. Abandone-as. Desista delas. Se você está esperando um determinado estado de clareza, de êxtase oceânico ou certeza do seu objetivo no mundo, simplesmente largue isso para você poder simplesmente estar aqui. Abandone tudo. Quando você não tem nada, tem somente a si mesmo. E quando você verdadeiramente tem a si mesmo, você está desperto para quem você verdadeiramente é. Se você desejar ser livre, e não der a esse desejo nenhuma forma, expectativa ou pensamento, mas apenas lhe permitir estar, então esse verdadeiro desejo revelará o inteiro universo conhecido e desconhecido. Toda partícula se revela única, e esta única é você. No próprio instante em que você acha que o seu desejo de Deus, liberdade ou verdade deva produzir um determinado resultado, aparência ou sentimento, você já turva a pureza desse desejo verdadeiro. O desafio no coração de qualquer buscador espiritual, por mais bela e essencial que possa ser a busca, é parar de buscar qualquer coisa para preencher esse desejo final.

O desafio é deixar que a sua vida inteira preencha esse desejo. Você pode oferecer todo o resto da sua vida a esse desejo sem saber qual será o resultado, sem saber se você estará arruinado, sem teto, rico ou famoso. Você pode dar o que você tem, que é a vida neste momento, à verdade, à liberdade, a Deus. Como outra oportunidade de auto-investigação, convido-o a fazer-se a seguinte pergunta: O que é que a iluminação vai me dar? Dependendo de quão disposto você esteja a dizer a verdade, as possibilidades deste tipo de investigação não têm limites. Investigação não tem nada a ver com resposta certa, mas tem tudo a ver com dizer a verdade. Tire só um momento para considerar realmente: Que tal se a iluminação não lhe der nada, mas nada mesmo? Que tal se você não ganhar nenhuma coisa – física, mental, emocional ou circunstancial? A verdade é que a iluminação não vai lhe dar uma só coisa sequer. Está disposto a suportar essa verdade? Se estiver, você está livre. Se não estiver, sua mente ainda está presa a alguma coisa que você espera que vá lhe dar liberdade.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A morte é só uma parte da cadeia de acontecimentos - OSHO


A vida é como uma árvore que dá frutos. Primeiro o fruto está verde. Fica cada vez mais maduro até que amadurece completamente e cai do galho. Essa queda não é um acontecimento à parte do processo de amadurecimento do fruto; antes, ela é a conclusão final do próprio amadurecimento.
A queda do fruto não é um acontecimento externo; é, isto sim, o apogeu do amadurecimento, da maturação pela qual ela passou. E o que acontecia enquanto o fruto estava verde¿ Ele estava se preparando para o acontecimento final. E o que dizer da árvore, quando não tinha nem se manifestado ainda, quando ela ainda estava dentro da semente¿ A mesma preparação estava em curso. E, quando essa semente não tinha nem sequer nascido, quando ainda estava oculta em alguma outra árvore¿ O mesmo processo se desenrolava.
Portanto o acontecimento da morte é só uma parte da cadeia de acontecimentos pertencentes ao mesmo fenômeno. O acontecimento final não é o fim, é só uma separação. Um relacionamento é substituído por outro, uma ordem é substituída por outra.
(Osho - O Livro do Viver e do Morrer - Celebre a Vida e também a Morte)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Desapego - Sensei Gyomay Kubose


Agarramo-nos demais a muitas coisas. Criamos dificuldades, tensões e problemas porque somos muito possessivos e apegados. Precisamos aprender a doutrina do desapego e do "deixar ir". "Deixar ir" não quer dizer descuido ou negligência, assim como desapego não quer dizer indiferença ou distanciamento. É apenas libertar-se dos apegos e da possessividade.
Quando você fizer alguma coisa, faça-a com todas as suas forças. Ponha a sua vida nela. Mas não a possua nem se deixe possuir por ela. Não se agarre a ela. Quando ela estiver concluída, deixe-a ir.
Muitas mães matam seu filho único por causa de um amor aferrado ou possessivo. A mãe deve deixar o filho ir quando ele estiver crescido, assim como os filhotes são afastados pela mãe leoa. Os amantes devem amar, mas não ser proprietários um do outro; quando o amor se transforma em propriedade, está arruinado. O dinheiro é uma coisa maravilhosa e muito importante na vida moderna, mas, quando um indivíduo se agarra a ele, toma-se avarento; e quando se está possuído pelo dinheiro, não existe vida. Se nos agarramos à oposição, ela se transforma em raiva. Se nos agarramos ao bem-estar, ele se transforma em avidez.
É muito fácil aferrar-se às palavras e ações que os outros disseram e fizeram no passado; com isso criamos problemas. Agarramo-nos ao passado e negligenciamos o presente. O mundo e a vida estão continuamente mudando; e assim, em vez de nos apegar ao passado, devemos viver uma vida nova e revigorada a cada dia. E tampouco devemos nos agarrar ao futuro e negligenciar o presente, porque o futuro é desconhecido e ainda está por vir. Devemos viver o máximo no presente.
Em última análise, todas as coisas neste mundo e nesta vida surgem e se vão à vontade delas. Permita que o Caminho dirija os caminhos e deixe ir seus próprios apegos. Esta é a maior das libertações. Nem mesmo à vida devemos nos apegar, mas deixá-la ir, e então seremos capazes de viver livremente. Muitas mortes foram transcendidas pelo desapego.
(Sensei Gyomay Kubose)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Se você não pedir nada e não desejar nada, tudo lhe será dado - PAPAJI


Este ciclo interminável é alimentado pelo desejo, o desejo de desfrutar de objetos sensoriais em um corpo. Quando cessa o desejo, o ciclo também cessa. Este aparentemente interminável ciclo de nascimentos e mortes cessa com a cessação do desejo. Não apenas o nascimento e morte cessam. Quando cessa o desejo, o universo mesmo cessa, como se nunca houvesse existido. É assim que é.

Os desejos serão um problema quando deixarem traços na mente. São os traços que são perigosos, e não os desejos em si. Quando um pássaro voa, ele não deixa marcas no ar. Quando um peixe nada, ele não deixa qualquer marca na superfície da água. Se nós pudéssemos viver sem deixar quaiquer traços, marcas, na mente, nós não teríamos problema algum.

Silêncio é abandonar todo o tornar-se, todos os pensamentos, todas as intenções, todos os conceitos. Simplesmente fique em silêncio.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Onde procurar Deus - Kabir


Onde me procuras?
Estou contigo.
Não nas peregrinações ou nos ídolos,
tampouco na solidão.
Não nos templos ou nas mesquitas,
tampouco na Caaba ou no Kailash.
Estou contigo, ó homem,
estou contigo.
Não nas preces ou na meditação,
tampouco no jejum.
Não nos exercícios iogues ou na renúncia,
tampouco na força vital ou no corpo.
Estou contigo, ó homem,
estou contigo.
Não no espaço etéreo ou no útero da Terra,
tampouco na respiração da respiração.
Procura ardentemente e descobre,
num instante único de busca.
Kabir diz: escuta, com atenção!
Onde está tua fé, lá eu estou.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Descanse no que é permanente, sempre. - PAPAJI


Todo mundo, qualquer um, quer desfrutar dos objetos dos sentidos.
Isso envolve todos, todos os seres estão envolvidos em gozar dos sentidos. Talvez vendo,ouvindo, cheirando, tocando, saboreando, isto é tudo. Então como desapegar nossa mente destas coisas? E como isto pode trazer quietude?
Quando você souber, que todos estes objetos, não lhe trazem nenhum descanso ou paz. Então mais e mais, pense nisto, isto que eu tanto gosto, não me dá real satisfação. Mais e mais, eu quero repeti-la; novamente, eu quero repeti-la, mas ainda eu não consegui paz. Você está criando uma espécie de desgosto com isso, com esses objetos. Agora você quer desapegar-se dessas coisas, porque elas não lhe deram paz ou relaxamento.
Um santo Telegu, um santo-poeta muito famoso de 500 anos atrás. Seu nome era Tyagaraja. O pessoal que se interessa por música conhecem muito bem esse nome, Tyagaraja, o rei dos músicos cantores, o rei dos músicos. Ele também disse “sianta malaika sowkya malaidu”, isto é em Telegu. “Quando não há quietude, nem o reinado pode dar-lhe felicidade”. Isso é o que ele diz, quando nós sabemos que os objetos sensoriais não vão trazer-nos permanente felicidade, nós vamos lentamente retirando nossa mente desses objetos. Continuamente, até nos Vedas isto é declarado, “yatra yatra manayadhi, tatra tatra samadhyd”—Sempre que a mente entra em contato com objetos sensoriais, traga-a de volta, traga-a de volta para a paz, traga-a de volta para a quietude.
Acalme-a, onde quer que ela for, sempre que ela for, seja muito cuidadoso e traga-a de volta, porque você tem visto que estes objetos sensoriais não trazem paz para você.
Portanto, este é abhyasa, a prática, que Krishna falou a Arjuna. Desapegue, onde quer que a mente vá, separe isto dos respectivos objetos sensoriais, novamente e novamente.
Então, lado a lado, está o desapego e lado a lado o desejo pela sabedoria de Brahman,liberdade, desejo por liberdade, ambos devem estar correndo juntos. Desapegue-se dessas coisas, que não são permanentes, e descanse no que é permanente, sempre.
(Papaji)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O “corpo de dor” - ECKHART TOLLE


No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos- o pensamento acontece em nós.

“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.

O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.

A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo- a ameaça vem da mente.

O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.

Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja- tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.

Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.

O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.

Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos- o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.

Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida.

Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.

Pode ser um verdadeiro choque quando- talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.

A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes- e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.

Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um “corpo de dor”, no entanto seria sensato escolher alguém que não tivesse um “corpo de dor” tão denso. O começo da nossa libertação do “corpo de dor” está primeiramente na compreensão de que o temos.

É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente.

No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.

A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.

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O nome dela é Tula (de Israel), uma das vozes mais lindas q já ouvi.

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"A iluminação acontece quando acontece: não podemos ordená-la, não podemos provocá-la... ... Ela vem quando vem. O que quer que façamos pode apenas preparar-nos para recebê-la, para perceber quando ela chega, para reconhecê-la quando se manifesta." Osho

"Primeiro Seja - Relacionar-se é uma das maiores coisas da vida: é amar, compartilhar. Para amar é preciso transbordar de amor e para compartilhar é preciso ter (amor). Quem se relaciona respeita e não possui. A liberdade do outro não é invadida, ele permanece independente. Possuir é destruir todas as possibilidades de se relacionar. Relacionar é um processo. Relacionamento é diferente de relacionar-se: é completo, fixo, morto. Antes devemos nos relacionar conosco mesmos e escutar o coração para a vida ir além do intelecto, da lógica, da dialética e das discriminações. É bom evitar substantivos e enfatizar os verbos. A vida é feita de verbos: amar, cantar, dançar, relacionar, viver." Osho

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