Adm. do Blog: Christine Marie - Nayarin

COMUNICO A TODOS QUE OS TEXTOS, VÍDEOS, CHARGES... DESTE BLOG ESTÃO SENDO POSTADOS DIRETAMENTE NA PÁGINA DIVINA LEELA

Visite e acompanhe também:


quarta-feira, 29 de julho de 2009

O problema raiz - Osho


O problema raiz de todos os problemas é a própria mente.

Se observare jamais encontrás uma outra entidade parecida a mente. Ela não é uma coisa, é apenas um processo; não é uma coisa, é como uma multidão. Pensamentos individuais existem, mas seu movimento é tão rápido que não pode ver as brechas entre eles. Os intervalos não podem ser vistos porque não está consciente e alerta; precisa de uma visão interior mais profunda. Quando teus olhos puderem ver mais profundamente, verás, subitamente, um pensamento, outro pensamento e ainda outro pensamento- mas não verás a mente.

Pensamentos reunidos, milhões de pensamentos, te dão a ilusão de que a mente existe: como uma multidão, milhões de pessoas de pé; há tal coisa, mutidão? Pode encontrar a multidão separada dos indivíduos que estão ali? Mas estão reunidos e a reunião faz com que sinta que existe algo que é multidão - mas só indivíduos existem.

Esse é o primeiro olhar interior para a mente. Observa e encontrará pensamentos, mas nunca te deparará com a mente.

Em segundo lugar: os pensamentos existem separados de vc; não são ligados à tua natureza. Eles vêm e vão - vc permanece, vc persiste. Vc é como o céu: nunca vem, nunca vai, está sempre ali. As nuvens podem ir e vir, são fenômenos momentâneos, não são eternas. Mesmo que tentasse se agarrar a um pensamento, não o poderia reter por muito tempo. Ele tem de ir, tem seu próprio nascimento e morte. Os pensamentos não são seus, não te pertencem. Chegam como visitantes, hóspedes, mas não são o hospedeiro.

Observa profundamente e te tornarás o hospedeiro e terás pensamentos como hóspedes. Como hóspedes, eles são belos; mas se esqueces completamente que és o hospedeiro, eles se tornam os hospedeiros e tu ficas em confusão. Isso é o inferno. Tu és o dono da casa, a casa te pertence, mas os hóspedes se tornaram donos. Recebe-os, cuida deles, mas não te identifiques com eles; de outra maneira, eles se farão senhores.

A mente torna-se problema porque tomaste os pensamentos tão profundamente, dentro de ti, que esqueceste por completo a distância, o fato de eles serem visitantes, de irem e virem. Lembra-te sempre do que é duradouro: O que é a tua natureza, teu Tao. Fica sempre atento ao que nunca vem e nunca se vai, tal como o céu.

Muda o gestalt: Não faças dos visitantes o teu foco; permanece enraizado no hospedeiro. Os visitantes vão e vêm.

Há, naturalmente, bons e maus visitantes, mas não precisas preocupar-se com eles. Um bom hospedeiro trata todos os hóspedes da mesma maneira, sem fazer distinções. Um bom hospedeiro é apenas um bom hospedeiro: Quando um mau pensamento surge, ele trata o mau pensamento da mesma forma como trataria um bom pensamento. Não é de sua competência julgar o pensamento bom ou mau.

Que estás fazendo quando distingues este pensamento como bom e aquele como mau? Estás trazendo o bom pensamento para mais junto de ti, e empurrando para longe o mau pensamento. Mais cedo ou mais tarde, estarás identificado com o bom pensamento, que passará a ser o hospedeiro. E qualquer pensamento, quando se torna o hospedeiro, cria sofrimento - porque não é a verdade. O pensamento é um simulador, e tu te identificas com ele. A identificação é doença.

Gurdjieff costumava dizer que só uma coisa é necessária: Não se identificar com o que vem e vai. A manhã vem, depois dela o meio-dia, vem a tarde, e todos eles se vão. Chega a noite e, novamente, a manhã. Tu permaneces - não como tu, porque isso também é um pensamento, mas como pura percepção. Não o teu nome, porque isso também é um pensamento; não tua forma, porque isso também é um pensamento; não teu corpo, porque um dia compreenderás que também ele é um pensamento. Apenas pura percepção, sem nome, sem forma: Somente a pureza, somente o que não tem forma nem nome, somente o próprio fenômeno de estar consciente - só isso é duradouro.

Se te tornas identificado, tornas-te mente. Se te tornas identificado, tornas-te corpo. Se te tornas identificado, tornas-te um nome e uma forma - o que os hindus chamam nama, rupa, nome e forma - e, então, o hospedeiro está perdido. Esqueces o eterno e o momentâneo torna-se importante. O momentâneo é o mundo, o eterno é o Divino.

Esta é a segunda visão interior a ser obtida; a de que és o hospedeiro e os pensamentos são os hóspedes.

O terceiro passo, se continuares observando, depressa será compreendido. O terceiro passo diz que os pensamentos são estrangeiros, intrusos, estranhos. Nenhum pensamento é teu. Eles sempre vêm de fora; tu és apenas uma passagem. Um pássaro entra numa casa por uma das portas, e sai, voando, por uma outra. É exatamente assim que os pensamentos vêm e saem de ti.

Continuas a pensar que os pensamentos são teus. Não só isso; também lutas pelos teus pensamentos, dizendo: "Este é o meu pensamento, esta é a verdade." Discutes, debates, argumentas, tentas provar que "isto é o meu pensamento". Nenhum pensamento é teu, nenhum pensamento é original - todos os pensamentos são empréstimos. E não são apenas de segunda mão, porque antes que os fizesses milhões de pessoas já reivindicaram esses mesmos pensamentos. O pensamento é tão exterior como um objeto.

(Osho)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O que é amor? - OSHO


"O que é AMOR ?
AMOR é radiância, a fragância de conhecer a si mesmo, de ser você mesmo.
AMOR é uma alegria transbordante. AMOR é quando você viu quem você é; então não resta nada exceto compartilhar o seu ser com outros. Amor é quando você viu que não está separado da existência.
AMOR é quando você sentiu uma unidade orgânica, orgástica com tudo que é.
AMOR não é um relacionamento. Amor é um estado de ser; não tem nada a ver com nenhuma outra pessoa. A pessoa não está em AMOR, ela é amor. E é obvio que quando alguém é amor, ele está em amor – mas isso é uma conseqüência, um subproduto, não é a fonte. A fonte é que a pessoa é amor.

Amor é quando você conheceu o seu céu interior.
AMOR é um profundo desejo de abençoar a existência toda.
(Osho)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Morte - Papaji


P= Perguntas de um discípulo; R= Respostas de Papaji

P: O que acontece quando uma pessoa Self-realizada deixa o corpo? Se não
há necessidade para reencarnar, onde ele vai?
R: Não há algo como uma pessoa Self-realizada. Quando não há a “pessoa”
o Self é realizado. Quando não há a “pessoa” a questão de ir ou vir não pode surgir. O corpo é um aparecimento no Self. Quando o corpo desaparece o Self permanece e isso é como sempre foi. Realização é o entendimento “Eu não sou este corpo que vem e vai, eu sou esta permanência, esta realidade imutável na qual o corpo e tudo mais também
aparece.”
P: O que é o Jiva ou a Alma que reincarna numa pessoa não iluminada?
R: O jiva é esta entidade que clama ser sua todas as atividades do corpo e da
mente. Se você morre sem encontrar quem e o que você realmente é, este jiva, junto com todos os seus desejos e medos acumulados, encontrará outra forma para invadir e
perturbar.
P: Nos falaram que às vezes uma alma não encontra um veiculo apropriado
imediatamente: pode haver um tempo longo entre deixar um corpo e entrar em outro. O
que acontece com o Jiva durante este período? Nós estamos cônscios enquanto neste
“intervalo”?
R: Um jiva pode encontrar outra forma quase imediatamente ou pode levar
varias centenas de anos. O que acontece neste período? Ele goza ou sofre em acordo com seu karma, do mesmo jeito que isso acontece quando ocupa um corpo humano. Em
qualquer forma ou mundo, que o jiva exista, ele estará sempre se alternando entre
prazeres e dores.
P: Se nossa natureza é SAT-CHIT-ANANDA (Conhecimento - Consciência
- Êxtase) – por que nós deixamos este estado bem-aventurado e assumimos a forma
corporal, aprendendo através de tantas vidas o que provavelmente já sabemos de inicio?
Algumas vezes eu sinto que só quero ir para casa? Onde é minha Casa?
R: Porque assumir que você deixou Sat-chit-ananda. Uma suposição desta
lhe traz um problema sem-fim. Por que não ter a convicção de que você sempre esteve
em “casa”, de que você sempre tem estado em bem-aventurança, e sempre estará? Se
você deixar ir esta idéia de que pegou uma forma corporal, você descobrirá que sempre
esteve em Sat-chit-ananda.
P: Por que nós não nos lembramos nada das nossas vidas passadas?
R: Algumas pessoas lembram, a maioria não. Relembrar o passado mantêm
você no passado. Quanto menos você lembrar do passado, melhor será para você.
P: Que tipo de reencarnação vem para alguém que comete suicídio?
R: “Sui” significa “Self”. O suicídio real será extinguir a vida deste “self”
que você pensa que é. Se você puder fazer isso, não haverá mais mortes e renascimentos.
Se você simplesmente mata o corpo, você rapidamente encontrara um novo corpo para
continuar seu sofrimento.
angel

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A Vida é o único Deus - Osho


Amado Mestre,
Como se vive uma vida livre?

Minha mensagem é muito simples: viva a vida
tão perigosamente quanto possível. Viva a vida
totalmente, intensamente, apaixonadamente; porque,
exceto a vida, não existe nenhum outro Deus.
Friedrich Nietzsche diz: “Deus está morto”.
Isto está errado, porque em primeiro lugar, Deus
nunca existiu. Como é que pode estar morto? A vida
é, sempre foi, sempre vida será. Permita-se... e eu
repito mais uma vez, permita-se ser possuído pela
vida.
As assim chamadas religiões do passado vêm
lhe dizendo justamente o oposto. Elas dizem:
“Renuncie”. Eu digo: “Celebre”. Elas negam a vida,
eu a afirmo. Elas dizem que a vida é algo errado,
ilusório, e elas criam uma idéia abstrata de Deus, o
qual nada mais é que uma projeção de suas mentes. E
elas cultuam essa projeção. Isso é tão estúpido, tão
absolutamente estúpido, que é de admirar como
milhões de pessoas puderam acreditar em tais
bobagens. Aquilo que é, é repudiado por aquilo que é
apenas uma abstração da mente. Deus é apenas uma
palavra, mas eles dizem que Deus é real.
E a vida é uma realidade: você a sente pulsar
de seu coração, no pulsar de seu sangue, ela está em
tudo – nas flores, nos rios, nas estrelas. E eles dizem
que isso tudo é maya, ilusão. Eles dizem que ela é
feita da mesma substancia que são feitos os sonhos. E
eles criam um Deus – e é claro, todo mundo cria um
Deus que reflete a sua própria imagem. E assim tem
existido milhares de deuses.
Tudo é a sua imaginação, você pode fazer um
deus de quatro cabeças, você pode fazer um deus com
mil mãos. Depende de você, é o seu jogo. E as
pessoas têm estado falando... envenenando as mentes
dos outros.
Eu lhes digo: a vida é a única verdade que
existe. Não existe nenhum outro Deus a não ser a
vida. Assim permita-se ser possuído pela vida em
todas as suas formas, cores, dimensões – todo o arcoíris,
todas as notas musicais. Se você puder conseguir
essa coisa tão simples... E é simples porque é apenas
uma questão de deixar acontecer. Não force o rio,
deixe que ele o leve até o oceano. Ele já está a
caminho. Relaxe, não fique tenso nem tente ser
espiritual. Não crie qualquer divisão entre a matéria e
o espírito. A existência é uma só, a matéria e a
existência são uma só, a matéria e a existência são
simplesmente os dois lados da mesma moeda. Relaxe,
descanse, e siga com o rio.
Seja um jogador, não seja um homem de
negócios e você conhecera mais Deus, porque o
jogador pode correr mais riscos. O jogador não é
calculista, ele pode arriscar tudo aquilo que possui.
Mas a excitação do jogador quando ele aposta tudo e
espera... o que vai acontecer agora? Este exato
momento pode tornar-se uma transformação da
gestalt interna.
Seja um bêbado, embriagado com a vida, com
o vinho da existência. Não permaneça sóbrio. A
pessoa sóbria permanece morta. Beba o vinho da
vida. Ele tem tanta poesia e tanto amor e tanto néctar.
Você pode trazer a primavera a qualquer momento.
Simplesmente chame a primavera e deixe que o sol e
o vento e a chuva penetrem você.
É por causa desta mensagem que os
espiritualistas são contra min, porque eles pensam que
eu estou negando Deus. Pela primeira vez eu estou
trazendo Deus para uma perspectiva real. Eu estou
dando-lhe vida, eu estou trazendo-o para mais perto
de você, mais próximo do que seu próprio coração –
porque ele é o seu próprio ser, não é algo separado,
algo distante, algo lá no céu, mas aqui e agora.
Eu estou tentando destruir a própria idéia do lá
e depois. Toda a minha visão é do aqui e agora,
porque não existe outro lugar além do aqui, e não
existe outro tempo além do agora.
(OSHO: Vida, Amor e RISO)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Parábola Sufi - OSHO


Ouvi uma antiga parábola sufi.
Dois discípulos de um grande mestre estavam
caminhando pelo jardim da casa desse mestre. Era
permitido a eles caminhar todo o dia, de manhã e de
noite... O caminhar era um tipo de meditação, uma
meditação do andar – exatamente como os adeptos do
zen fazem a meditação do caminhar. Você não pode
ficar sentado por vinte e quatro horas – as pernas
precisam de um pouco de movimento, o sangue
precisa circular um pouco – assim, tanto no zen, como
no sofismo, em ambos você medita, por algumas
horas, sentado, e depois começa a meditar andando. A
meditação continua; andando ou sentado, a corrente
interior permanece a mesma.
Os dois eram fumantes; ambos queriam a
permissão do mestre. Então os dois decidiram: “
Amanhã. No máximo, ele dirá não; mas vamos pedir.
E não parece um sacrilégio assim tão grande, fumar
no jardim; na realidade, nós não estaremos fumando
na casa dele”.
No dia seguinte, eles se encontraram no
jardim. Um deles ficou furioso – furioso porque o
outro estava fumando – e disse: “O que aconteceu?
Eu também pedi, mas ele simplesmente recusou,
categoricamente, dizendo não. E você está fumando?
Não está se sujeitando as ordens dele!?”
Ele respondeu: “Mas ele disse sim para mim”.
Isso parecia injusto. O primeiro então disse:
“Eu irei imediatamente até ele, para saber por que ele
disse não para mim, e sim para você?”
O outro disse: “Espere um minuto! Primeiro
me diga: o que você pediu a ele?”
Ele respondeu: “O que eu pedi?
Simplesmente: ‘Posso fumar enquanto meditar?’ Ele
disse: ‘Não’ – e parecia muito irritado”.
O outro começou a rir e disse: “Agora eu
entendi a questão. Eu perguntei a ele: ‘ Posso meditar
enquanto fumar?’ Ele disse: ‘Sim’”.
Tudo depende. Apenas uma sutil diferença e a
vida vira algo completamente diferente. Agora, há
uma grande diferença. Perguntar: “Posso fumar
enquanto meditar?” – simplesmente horrível. Mas
perguntar: “Posso meditar enquanto fumar?” – está
perfeitamente bem. Ótimo! Pelo menos você está
meditando.
A vida não é nem miséria nem glória. A vida é
uma tela vazia e requer uma grande arte.
(OSHO: Vida, Amor e Riso)
gelakguling

Voto de Silêncio - Ramana


Discípulo: Não é útil fazer um voto de silêncio?

Ramana: Um voto é apenas um voto. Ele pode ajudar na meditação até certo ponto; mas qual é a utilidade de meramente manter a boca fechada se você permite a sua mente mover-se desenfreadamente? Por outro lado, se a mente está envolvida na meditação qual a necessidade da fala? Nada é tão bom quanto a própria meditação. QUAL É A UTILIDADE DE UM VOTO DE SILÊNCIO SE A PESSOA ESTÁ ABSORTA NA ATIVIDADE MENTAL?

malu

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A evolução da forma - Rumi


Toda forma que vês
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.

As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.

Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?

A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?

Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano
e que tua gota se torne o mar
cem vezes maior que o Mar de Oman.

Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.

Jalal ud-Din Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII
(Poemas Místicos, Ed. Attar, 1996)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Somente a Verdade é e você é Ela - Papaji


“Você precisa do passado e pensamentos para sofrer,
Você não precisa de nada para ser livre
O peso do passado descansa em seu peito e destrói sua vida e sua liberdade.
Remova-os encontrando a origem do pensamento EU.
A liberdade o espera, mas você esta engajado em alguma outra coisa
Não se amarre a qualquer coisa do passado ou do futuro, porque isso não funciona!
Seja apegado somente a este Momento.
Quando você segura alguma outra coisa alem de sua verdadeira natureza
Você se sentira em distúrbio
Por apegar-se a coisas passageiras
Você declara a você mesmo
Que não é a completude em que tudo está
Possuir é um véu, uma mentira
Ser é totalidade, dessa forma não é possível possuir ou desejar
Todos são budas, você tem que quebrar o apego, a identificação,
Você deve renunciar, senão você trapaceia com você mesmo
Na roda da vida e da morte com todos os seus apegos
O apego é um demônio, o apego é um problema
Porque nosso apego acaba sendo nossa realidade
Somente em Satsang isso é removido
Não deixe sua mente ir para fora do seu coração!
Todo mundo esta perdido nestes apegos de fora,
Não somente você.
Se qualquer desses apegos dá a você felicidade e paz mental
Então esteja com ele, pois não é chegado o tempo de deixa-lo.
Mas se você vê a cobra picando seu calcanhar, então é o tempo de deixa-lo.
Não tem uso experimentar o que já foi experimentado.
Se você sabe que o fogo queima, não tem necessidade de ser queimado novamente.
Igual a isto, evite apegos como o fogo porque eles queimarão você.
Quando sua intoxicação depende de alguma outra coisa, você esta enganando a
você mesmo.”

“Somente a Verdade é e você é Ela!
Você é a Consciência imutável onde todas as atividades acontecem.
Negar isso é sofrer, saber disso é Liberdade. E não é difícil realizar isso porque essa é sua
Verdadeira Natureza. Simplesmente pergunte ‘QUEM SOU EU?’, e observe
cuidadosamente.
Não faça esforço, nem emita nenhum pensamento. Olhe internamente, aproxime-se com
toda devoção e fique no Coração. Continue vigilante e você verá que nada aflora. Este é o
truque de como manter a mente quieta e alcançar a Liberdade. Isto não leva tempo porque a
Liberdade é sempre Aqui. Você simplesmente deve observar: de onde surge a mente? De
onde vem os pensamentos? Qual é a fonte do pensamento? Então você poderá ver que tem
sido sempre Livre e que tudo tem sido um sonho”.
(Papaji)

sábado, 4 de julho de 2009

A aceitação do Agora - E. Tolle


Você mencionou a palavra “entrega” algumas vezes. Essa idéia não me agrada. Soa um pouco fatalista. Se aceitarmos sempre as coisas como elas são, não vamos fazer nenhum esforço para melhorá-las. Para mim, o significado de progresso, tanto em nossa vida pessoal quanto em coletividade, é não aceitarmos as limitações do presente e nos empenharmos para ir além, para superá-las e criar coisas melhores. Se não tivéssemos agido assim, ainda estaríamos vivendo em cavernas. Como conciliar essa entrega com a mudança e a realização das coisas?

Para muitas pessoas, a entrega talvez tenha conotações negativas, como uma derrota, uma desistência, uma incapacidade de se reerguer das ciladas da vida, certa letargia, etc. A verdadeira entrega, entretanto, é algo completamente diferente. Não significa suportar passivamente uma situação qualquer que nos aconteça e não fazer nada a respeito, nem deixar de fazer planos ou de ter confiança para começar algo novo.

A entrega é a sabedoria simples mas profunda de nos submetermos e não de nos opormos ao fluxo da vida. O único lugar em que podemos sentir o fluxo da vida é no Agora. Isso significa que se entregar é aceitar o momento presente sem restrições e sem nenhuma reserva. É abandonar a resistência interior àquilo que é. A resistência interior acontece quando dizemos “não” para aquilo que é, através do nosso julgamento mental e de uma negatividade emocional. Isso se agrava especialmente quando as coisas “vão mal”, o que significa que há um espaço entre as exigências ou expectativas rígidas da nossa mente e aquilo que é. Esse é o espaço do sofrimento. Se você já tiver vivido bastante tempo, certamente saberá que as coisas “vão mal” com muita freqüência. É precisamente nesses momentos em que a entrega tem de ser praticada, caso queiramos eliminar o sofrimento e as mágoas da nossa vida. A aceitação daquilo que é nos liberta imediatamente da identificação com a mente e nos religa com o Ser. A resistência é a mente.

A entrega é um fenômeno puramente interior. Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação. Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora.

Por exemplo, se você estiver atolado na lama, não tem de dizer: “Está bem, me conformo de estar atolado nessa lama”. Resignação não quer dizer entrega. Você não precisa aceitar uma situação indesejável ou desagradável na sua vida. Nem precisa se iludir e dizer que não tem nada errado em estar atolado na lama. Nada disso. Você tem completa consciência de que deseja sair dali. Então reduz a sua atenção ao momento presente, sem atribuir a essa situação nenhum rótulo mental. Isso significa que não existe nenhum julgamento do Agora. Em conseqüência, não existe nenhuma resistência, nenhuma negatividade emocional. Você aceita a “existência” do momento. A seguir, toma uma atitude e faz tudo o que puder para sair da lama. Chamo essa atitude de ação positiva. Funciona muito mais do que uma ação negativa, que decorre da raiva, do desespero ou da frustração. Até que alcance o resultado desejado, você continua a praticar a entrega ao se abster de rotular o Agora.

Vou fazer uma analogia visual para ilustrar o ponto que estou sustentando. Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.

Não se entregar endurece a forma psicológica, a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a ser vistos como ameaças. Surge uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.

A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais “pesados”. A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital, essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado. Algumas formas de terapia corporal podem ser úteis para restaurar esse fluxo, mas a menos que você pratique a entrega na sua vida diária, essas coisas só podem lhe proporcionar um alívio temporário, porque a causa, o padrão de resistência, não foi ainda dissolvida.

Porém, existe alguma coisa dentro de você que não é afetada pelas circunstâncias transitórias que constroem a sua situação de vida e a que você só tem acesso através da entrega. Trata-se da sua vida, do seu próprio Ser, que existe no eterno domínio do presente. Encontrar essa vida é “a única coisa necessária” de que Jesus falava. rindu



(Eckhart Tolle; O Poder do Agora)

Cap. 10

Descobrindo a vida por baixo da situação de vida - E. Tolle


Não vejo como ser livre agora. Estou extremamente infeliz com a minha vida neste momento. Isso é um fato, e eu estaria me iludindo se tentasse me convencer de que tudo está bem, quando não está. Para mim, o presente é triste e nada libertador. O que me faz prosseguir é a esperança de um futuro melhor.

Você pensa que a sua atenção está no momento presente quando, na verdade, está totalmente envolvida pelo tempo. Você não pode estar infeliz e completamente presente no Agora, ao mesmo tempo.

Aquilo a que nos referimos como vida deveria ser chamado, mais precisamente, de “situação de vida”. É o tempo psicológico, passado e futuro. Certas coisas do passado não seguiram o caminho que queríamos. Ainda resistimos ao que aconteceu no passado e agora estamos resistindo ao que é. A esperança nos leva a prosseguir, mas a esperança nos mantém focalizados no futuro, e esse foco contínuo perpetua a negação do Agora e, portanto, a nossa infelicidade.

É verdade que a situação atual da minha vida é o resultado de coisas que aconteceram no passado, mas ainda assim é a minha situação atual e estar preso a ela é o que me faz infeliz.

Esqueça a situação da sua vida por um instante e preste atenção à sua vida.

Qual é a diferença?

A nossa situação de vida existe no tempo.

Nossa vida é agora.

Nossa situação de vida é coisa da mente.

Nossa vida é real.

Encontre o “portão estreito que conduz à vida”. Ele é chamado de Agora. Restrinja a sua vida a este exato momento. Sua situação de vida pode estar cheia de problemas – a maioria das situações de vida está –, mas verifique se você tem algum problema neste exato momento. Não amanhã ou dentro de dez minutos, mas já. Você tem um problema agora?

Quando estamos cheios de problemas, não há espaço para nada novo entrar, nenhum espaço para uma solução. Portanto, sempre que você puder, crie algum espaço de modo a encontrar a vida sob a sua situação de vida.

Utilize os seus sentidos plenamente. Esteja onde você está. Olhe em volta. Apenas olhe, não interprete. Veja as luzes, as formas, as cores, as texturas. Esteja consciente da presença silenciosa de cada objeto. Esteja consciente do espaço que permite cada coisa existir. Ouça os sons, não os julgue. Ouça o silêncio por trás dos sons. Toque alguma coisa, qualquer coisa. Sinta e reconheça o Ser dentro dela. Observe o ritmo da sua respiração. Sinta o ar fluindo para dentro e para fora. Sinta a energia vital dentro do seu corpo. Permita que as coisas aconteçam, no interior e no exterior. Deixe que todas as coisas “sejam”. Mova-se profundamente para dentro do Agora.

Você está deixando para trás o agonizante mundo da abstração mental e do tempo. Está se libertando da mente doentia que suga a sua energia vital, do mesmo modo que, lentamente, ela está envenenando e destruindo a Terra. Você está acordando do sonho do tempo e entrando no presente.

(Eckhart Tolle; O Poder do Agora)

Cap. 3

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Beatitude - Osho


(Trechos extraídos do livro Maturidade - Osho)

O meu ponto de vista é o de que o homem veio a saber sobre a
meditação pelo orgasmo, porque na vida não há nenhum outro momento
que se aproxime tanto da meditação.

Mas todas as religiões são contra o sexo. Elas são a favor da
meditação, mas não são a favor do começo, da experiência básica que o
levará à meditação. Assim, elas criaram uma humanidade pobre - não
apenas materialmente, mas também espiritualmente. Elas condicionaram
a sua mente contra o sexo e de tal forma que, sob a pressão
biológica, você entra nele, mas nessa pressão você não pode ter a
experiência da liberdade do orgasmo, a infinitude que de repente se
torna acessível a você - a eternidade do momento, a profundidade, a
profundidade abissal da experiência.

Pelo fato de o homem ter sido privado da beatitude do orgasmo, ele se
tornou incapaz de saber o que é a meditação. E isso é o que todas as
religiões querem: que você nunca pense em meditação - nunca fale
sobre isso, nunca leia, pesquise, ouça palestras sobre o assunto...
Tudo isso criará mais frustração em você, porque você entende tudo
intelectualmente sobre meditação, mas não tem nenhuma base
existencial, nem mesmo uma gota da experiência que possa provar que,
se a gota está ali, o oceano também deve estar em algum lugar.

A gota é a prova existencial do oceano. A biologia é muito mais
piedosa do que as igrejas, sinagogas, templos e mesquitas. (...) A
biologia é a sua natureza; ela não tem senão compaixão por você. Ela
deu-lhe tudo o que era possível para você ascender, para alcançar um
estado sobrenatural.

Durante toda a minha vida tenho lutado contra os idiotas. Eles não
podem responder a mim, ao meu argumento, que é simples: você fala
sobre meditação, mas terá de dar alguma prova existencial na vida
humana; caso contrário, as pessoas ouvirão apenas palavras. (...)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

De que fonte nasce o pensamento? - Krishnamurti


Origina-se, certamente, da ansiedade, do desejo expansivo e transbordante, não é? Percepção, contato, sensação, dão origem à reflexão; então a ânsia gera estes desejos expansivos nos quais o pensamento fica embaraçado. Assim dá principio ao conflito dos opostos, o agradável e o doloroso, o transitório e o permanente. Nossa consciência está presa no conflito das oposições, da dor e do prazer, das abstenções e identificações, do eu e do não-eu. O conteúdo da nossa consciência, que consideramos como o nosso ser inteiro, é composto desses valores duplos e contraditórios, tanto mentais como emocionais.

Observem vosso próprio processo de pensar e verificarão que nasce de qualquer temor, da ansiedade, afeição, esperança, da sensação do que é meu e do que não é. Em outras palavras, o pensamento está escravizado pelo desejo insaciável. Este pensamento dependente divide-se em superior e inferior, o consciente e o subconsciente, e há conflito entre os dois. O consciente influenciado pelo subconsciente, cria esta faculdade a que chamamos intelecto, a faculdade de discernir, de discriminar, de escolher. A memória, a tradição, o valor imposto pela sociedade, pela religião, e a experiência pessoal influenciam nosso discernimento. O pensamento, em nossa vida diária, está ocupado com a criação, a continuidade e a modificação da tradição. Desembaraçar-se do conflito existente, impedi-lo de sugerir, e criar um estado no qual não haverá conflito; vencer alguma tristeza que haja, evitar qualquer surto futuro da tristeza, e encontrar a paz perdurável; este é o desejo da maioria de nós, não é? A vontade de desejos expansivos, com seus conflitos e dores; a vontade de renunciar; todas estas formas de vontade ainda estão dentro da limitação da ansiedade. Se pudermos compreender o pleno significado de todas essas formas de vontade, e como elas procedem na vida, na ação, então, pelo percebimento intenso e discernimento, há uma compreensão que não é o resultado do simples controle, abstenção, ou renúncia. Esta compreensão é o resultado natural do profundo conhecimento do processo da ansiedade nas suas diferentes formas. Isto exige agudo interesse, do qual surge uma concentração espontânea. A compreensão não é uma recompensa; nasce no mesmo instante do percebimento.

Os desejos em expansão, com suas várias camadas de memórias, as divisões do superior e inferior, e os diferentes tipos de vontade, formam o conteúdo da nossa consciência. O intelecto, a faculdade de discernir, de escolher, está influenciado pelo passado, e se simplesmente confiarmos nessa faculdade para compreender, para amar, então nossa compreensão, nosso amor, serão limitados. A realidade, ou qualquer outro que se lhe queira dar, é para a maioria de nós, o produto do intelecto ou da emoção e, assim, deve, inevitavelmente, ser ilusão. Mas, se ficarmos vivamente apercebidos do processo da ansiedade, a compreensão virá naturalmente ao ser. Este percebimento não é auto-introspecção mórbida, mas uma viva, percepção alegre, na qual o conflito da escolha não mais tem lugar. O conflito da escolha surge quando o intelecto, com seus temores e limitações do “meu” e de outros, do mérito e demérito, de fracasso e sucesso, começa a projetar-se na solução de nossos problemas humanos. É da ansiedade, nas suas diferentes formas, que precisamos ficar apercebidos; esta ânsia não é para ser negada ou repelida, mas compreendida. Pela simples abstenção ou renúncia o pensamento não se liberta do temor e de suas limitações.

(Krishnamurti) kenyit

A voz do conhecimento - D. Miguel Ruiz


“A letra A e um A porque assim declaramos e concordamos. A palavra cão descreve o tipo de animal que concordamos em chamar de cão. Usado assim, o conhecimento é só uma ferramenta de comunicação. Mas é mentira quase tudo o que é abstrato, o que é certo ou errado, o que é bom ou mal, o que é belo ou feio. Descobri que mais de noventa por cento dos conceitos que tinha armazenado na mente se baseavam em mentiras, principalmente os conceitos que tenho a meu respeito: posso fazer isso; não posso fazer aquilo. Sou desse jeito; jamais serei daquele outro. O problema não reside realmente no conhecimento mas naquilo que contamina o conhecimento - a mentira. Percebi que havia muita insesatez na forma como aprendemos a escrever nossas histórias. Como isso aconteceu? Antes do meu nascimento neste corpo físico, já havia aqui uma sociedade inteira de contadores de histórias. A história estava em pleno curso, e a partir deles aprendi como criar a minha.”
(A Voz do Conhecimento, de D. Miguel Ruiz)

Beijando o Sapo - Gangaji


Intensivo em San Diego, Califórnia. - 9 de fevereiro de 2002, à tarde.

(Neste diálogo, as respostas de rosGangajiros estão em negrito)

Oi.

Oi. Quero lhe perguntar sobre uma experiência que tive. Há momentos em que tenho a experiência de uma imensidão que simplesmente não tem limites e, realmente, não tem nada a ver comigo...

Ah! Espere um momento. Vamos devagar. Que declaração! Ser capaz de fazer uma declaração como esta é algo muito bonito. E saber, reconhecer, que "realmente, não tem nada a ver comigo."

Meu sofrimento geralmente aparece quando vivencio uma personalidade que tem muitos problemas.

Personalidade significa problemas. É uma palavra-código para problemas. Até mesmo personalidades encantadoras.

Mas o que faço com a personalidade?

Que tal se não fizer nada com a personalidade?

Ela simplesmente vai continuar sendo infeliz.

Creio que você jamais deixou de "fazer algo" com a personalidade. Acho que você lutou contra a personalidade, mudou a personalidade, jurou que nunca teria aquela personalidade, experimentou outras personalidades, adaptou a personalidade, ou tentou disfarçar a personalidade. Não fazer nada com a personalidade é ter um encontro real com o que está motivando e controlando a personalidade. No momento em que estávamos falando, era um medo enorme. Para todo mundo, geralmente, em algum momento, é o medo: um medo enorme, um medo divino. Se, neste momento, você não fizer nada com a sua personalidade; se você não a consertar, não a negar, não cair no sono e ignorá-la, não ceder a ela, não contar alguma história a si mesma sobre ela, o que acontece?

Ela desaparece.

Que mistério!

Mas o que é isso? É aí que preciso de ajuda.

Quando ela está presente é quando você não tem que fazer nada. Quando ela desaparecer, faça tudo que você quiser. Isso é tão sutil, mas se for dito um pouco mais explicitamente, torna-se um dogma. E esse não é o objetivo. Senão, teremos "Eu não faço nada", "Eu não sou nada, você também?"

Há um poema sobre isso. É mais ou menos assim: "Eu não sou nada, você também? Mas não conte a ninguém, porque vão querer formar um clube dos nadas."

Sim. Há um segredo escondido em seu coração, que sabe que não é absolutamente nada. E estamos em uma época na qual, de alguma maneira, pode-se falar disso em público.
(O grupo exclama: "Viva!")

Viva! É uma celebração. Então, os hábitos da personalidade que aparecem no tempo e desaparecem no tempo, são reconhecidos como o que são realmente: insetos. Você pode ver a luz através da nuvem de insetos; você não pega a espingarda e tenta eliminá-los. Isso não funciona. E, se tentar, você será uma destas pessoas que carregam uma espingarda. E o que vamos fazer com você? É possível simplesmente ficar quieto. Na quietude, o que está debaixo da personalidade e o desejo de mudar a personalidade se encontram. Você tem consciência disso?

Sim.

Que foi?

Há uma repulsa, uma aversão a essa personalidade.

Sim, é um certo ódio, não é? Você está disposta a simplesmente deixar a sua consciência penetrar o ódio e senti-lo totalmente? Você está disposta a sentir o ódio sem contar uma história sobre ele? Este é o desafio. A história do autodesprezo é conhecida; em vez disso, mergulhe a sua consciência completamente no autodesprezo pré-verbal, sem lutar contra ele. E, se estiver lutando, pare de lutar e simplesmente deixe sua consciência afundar mais profundamente nesta repulsa.

Há uma convicção de que eu sou má.

Este é um "insight" que surgiu da exploração. Isso é bom, mas estou mais interessada na experiência direta da própria repulsa. Então, digamos que você é má, que esta convicção está correta. Você é má e isso é repulsivo. O que significa isso quando é acolhido? Não consertado, mas acolhido. O que você está sentindo?

Não tenho certeza.

O que você está sentindo, sem contar uma história? Simplesmente diga a verdade: neste momento, o que está aqui?

Apenas um bloqueio…

Isto é uma teoria.

Não sei.

A repulsa está presente? Antes você soube imediatamente quando ela estava presente. Não teve de questioná-la. Agora você pode criá-la novamente. Há um forte apego a este autodesprezo como identidade.

Sim, sim.

"Isto é realmente o âmago do meu ser, isto é o que tem que mudar para esta expansão ilimitada, que não tem nada a ver comigo, ficar permanentemente na minha vida." Estou dizendo que, se simplesmente penetrar neste âmago e sentir a repulsa completamente, você descobrirá que no âmago da repulsa está a expansão ilimitada e perfeita. A repulsa se transforma imediatamente em expansão. Mas isto exige a sua disposição, a sua vontade de conhecê-la completamente. É como beijar o sapo. Você sabe que, para uma jovem princesa, um sapo é uma coisa asquerosa. Mas este é o requisito. Você conhece a história? Você é a jovem princesa. E nós estamos conversando sobre o sapo que vive dentro de você, que é o seu Ser Amado perfeito, mas que lhe parece tão nojento. Portanto, a sua velha e sábia fada-madrinha está lhe dizendo para entrar e beijar o sapo. Você chegou bem perto; na verdade, por um momento, você nem conseguiu achar o sapo e, então, começou a fazer o que você faz, subconsciente ou conscientemente, para criar a "sapice", o caráter reptílico, a repugnância, o lamaçal e a feiúra. Perfeito. Isto é o que está esperando pelo seu abraço. Isso é o que tem que ser libertado. O ilimitado, a verdade de quem que você é, já é livre. A "sapice" está aparecendo em você para ser libertada, e o seu beijo a libertará. Não a sua rejeição, nem a sua agressão. Você já tentou isto e ela não larga você, porque ela precisa de você para se libertar. O que é que há, o que você está sentindo? Está certo, isso é bom; isso é muito bonito.

(Soluçando.) É muito bonito. Obrigada.

São boas novas, não? Sim, boas novas. Não é a sua beleza que precisa ser libertada; é a sua feiúra, que você mantém escondida. Aquilo que não pode ser exposto. Um simples beijo que é um reconhecimento, um encontro; que é, no mínimo, uma ausência de rejeição. Apenas um "Tudo bem, você está aí, então entre." Muito bom, obrigada por vir aqui falar comigo."

Reconhecendo nossos filhos - E. Tolle


"Na dimensão humana, somos, sem dúvida, superiores aos nossos filhos. Somos maiores, mais fortes, sabemos mais e conseguimos fazer mais. Se essa dimensão for tudo o que conhecemos, então nos veremos acima deles, ainda que de modo inconsciente. E faremos com que se sintam inferiores, ainda que de modo insconsciente também. Não existe igualdade entre nós e eles porque só existe forma nesse relacionamento - e na forma, é claro, não somos semelhantes. Podemos amá-los, contudo, nosso amor é apenas humano, isto é condicional, possessivo, intermitente. Apenas além da forma, no Ser, nós somos iguais.
E somente quando encontramos a dimensão sem forma em nós mesmos é possível haver amor verdadeiro nessa relação. A presença que nós somos, o "eu sou" eterno, reconhece a sim mesma em outro indivíduo, e este - neste caso, o filho - se sente amado, ou seja, reconhecido."

(Eckhart Tolle)

Qual é a sensação de "Você"? - Gangaji


Tem que ser agora mesmo
(Traduzido do inglês por Darshano Swamdarsh. Tradução revista por Carla Sherman.)

Estou aqui para lhe trazer a sugestão de minha mestra, Gangaji, para que neste momento você pare de buscar qualquer coisa que seja. Mais especialmente, que você pare de buscar a iluminação, que é uma metáfora para a felicidade. Pare de buscar a felicidade.
Como se para de buscar a felicidade, a iluminação, ou qualquer coisa que seja? É realmente bastante simples. Você apenas permite que o farol da sua atenção relaxe em sua fonte. É muito simples: relaxe. Simplesmente não preste a menor atenção em nenhum de seus pensamentos. Incondicionalmente, não preste atenção aos pensamentos, e simplesmente permita que sua atenção relaxe no infinito oceano de consciência que é a sua natureza. Se o impulso de buscar parecer tão poderoso que você pensa que não pode relaxar sua atenção, então minha sugestão é que você use todo o esforço, a inteligência e os recursos que você tenha à sua disposição para encontrar a si mesmo.
Abandone toda busca de qualquer outra coisa que não seja o seu ser. A verdade é que isso é realmente fácil. Todo o melodrama espiritual tem uma única conclusão: o fim da busca de qualquer coisa que seja, e a descoberta de que tudo que você sempre desejou já está aqui, como você mesmo. Se permitir que sua atenção relaxe na consciência, você encontrará a si mesmo. Se concentrar todo o esforço de sua atenção na busca de si mesmo, você encontrará a si mesmo. Nada mais tem qualquer utilidade.
Esta é a sugestão de minha Mestra. Isto é o que ofereço a você: pare agora mesmo. A iluminação é um mito. Todo o entendimento espiritual que você tem, todos os conceitos espirituais conservados a fim de continuar sua busca da felicidade, da verdade, da paz e da liberdade, são as únicas coisas que o impedem de encontrar a felicidade, a verdade, a paz que é o seu ser, a liberdade que é a sua natureza. Se você não consegue parar, descubra quem não consegue parar. A coisa mais impressionante é que no próprio coração do buscador, no coração daquele que não consegue abandonar a busca; no próprio coração do ego, no próprio coração do "eu" que se apega, que necessita, que quer, é onde seu ser há de ser encontrado. Seu ser, que é presença infinita, eterna e que está sempre aqui. Neste momento, é possível descobrir, de uma vez por todas, quem você é, sem considerar sequer o que isso deve ser.
Todos nós já ouvimos o que vamos descobrir. Todos nós adotamos idéias e conceitos magníficos acerca do que é o nosso ser. Adotamos idéias de como se sente alguém que encontrou a felicidade e qual é a sensação de "despertar" ou de "realização". Utilizamos essas coisas com nenhum outro objetivo a não ser o monitoramento do estado que está presente, a fim de determinar se ele condiz com o estado de "iluminação" ou "despertar" ou "realização". Assim, nos mantemos a uma distância segura disto que estamos procurando desde o momento em que nascemos: nosso ser.
Ouvi dizer que esse negócio de auto-investigação é apenas para alguns poucos seres especiais, para os mais "perspicazes". Entretanto, a minha experiência é que isso é tão simples, que está tão completamente disponível, que não requer nada mais do que a determinação de encontrar a si mesmo. Qualquer pessoa, neste momento, pode provar a natureza real de si mesma e, ao prová-la, a busca está encerrada. Não importa se formas-pensamento de busca, o imaginário da busca, os velhos hábitos e comportamentos neuróticos continuam a se manifestar. A busca está terminada.
Isso é tudo que você precisa fazer. Tudo que qualquer pessoa precisa fazer. Esqueça tudo que você sabe sobre absolutamente tudo, e descubra exatamente o que você é, neste momento: que sabor você tem, qual é a sensação de "você", o que é este "eu".
Isso é o que eu tenho para lhe dizer. Estou aqui para falar sobre o mito da iluminação; estou aqui para lhe falar sobre você mesmo. Estou aqui para lhe oferecer, a cada momento, em cada encontro, sempre agora mesmo, esta REALIDADE de "você mesmo" que é impressionante, inacreditável e intocável por qualquer idéia.

sembah

Diálogo com Mooji


Questionador:Mooji, é realmente possível se tornar ou ganhar a iluminação ? Alguém já se tornou iluminado ou despertou através de estar vindo a Satsang; e se sim, você poderia dizer quem ?

Mooji:Em verdade não é possível se tornar iluminado assim como você coloca, pois não há ninguém por assim dizer para se tornar iluminado em primeiro lugar. O firme reconhecimento, ou a realização de que não existe em realidade um 'alguém' para alcançar a iluminação, e que nunca em tempo nenhum poderá haver tal entidade, seja agora ou no futuro, para alcançar tal estado, é o que vem a ser a Iluminação.Esta é a verdade derradeira.
Você pergunta: ' Se já alguém, por vir a Satsang, se tornou desperto.' Isto já foi respondido na minha resposta prévia mas vou ainda adicionar que o que tém havido e continua a se dar é um constante reconhecimento do fato que a identidade-ego é um mito, um personagem fictício. Esta, por assim dizer, individualidade, é uma expressão da pura Consciência/Ser e não o fato ou a definição do Ser. Este Ser permanence por detrás como a testemunha ou a observação dos fenômenos surgindo espontaneamente na consciência. Este Ser verdadeiro é somente a sem-forma e sem-nome presença que surge e brilha como paz, alegria e felicidade sentidos como contentamento amoroso. Quando este reconhecimento ocorre dentro de cada indivíduo, ou expressão da consciência conhecido como 'pessoa', este estado é chamado de 'despertar' ou 'iluminação'
Você me pede para eu apontar se existe alguém assim aqui presente ? Na linguagem comum eu direi que um número de pessoas aqui chegaram neste ponto de ver/ser claramente além de apenas uma mera aceitação ou entendimento intelectual ou acadêmico. No entanto, as tendências mentais e identificações não são completamente destruídas, e o sentido de ego fazendo-se passar pelo assento da realidade continua a aparecer, embora já exposto através da inquirição como uma mera ilusão. Isto é natural. A tarefa e o desafio aqui é trazer repetidamente esta individualidade-Eu de volta ao coração/fonte quando ela surgir, e treinando a atenção a permanecer na fonte, que é o seu verdadeiro ser, gradualmente ela funde-se na fonte e se torna a própria fonte.
Finalmente, quem poderia ser esse 'eu' quem clamaria: 'Eu o tenho', ou 'Eu sou uma pessoa realizada'. Quem ou o que pode possuir a Iluminação ? Não é o mesmo ego ? Percebe o meu ponto ?
No entanto, alguns Mestres de fato declararam e se afirmaram como a pura realidade, sem qualidades, e falaram a partir desta direta convicção/sabedoria livre do ego. Isto também é correto na minha visão e é muito refrescante, natural e com autoridade, para que saibamos que não é possível enmoldurar ou limitar o ser puro por nenhum padrão ou lógica humana.

Q:Mas eu me sinto como 'alguém', eu não posso sentir-me como 'ninguém'.

M:Novamente você coloca este 'meu ser' como um objeto de percepção. Como você pode ser um objeto ? Um objeto deve ter um sujeito que o percebe. Se o sujeito também é percebido, ele automaticamente se torna um objeto, e deve ter um sujeito ainda mais profundo para percebê-lo. Percebe ? Você não pode ser nenhum objeto percebido, você deve ser aquele que percebe, o sujeito. Quem ou o que é o 'você' que percebe ? Perceba isso. A sua afirmação: ' Eu me sinto como um alguém' contém três aspectos: Eu, meus sentimentos, e o alguém que eu considero ser. Este alguém é meramente a sua idéia de si mesmo, não o seu ser real. E os seus sentimentos, são meramente os sentimentos que dizem respeito a essa idéia de si mesmo. Finalmente existe aquele um que é o sujeito quem percebe esta observação. Estou certo ?

Q:Sim.

M:Quem ou o que é você exatamente ?

Q:Eu sou eu, o meu ser!

M:E o que exatamente é isso ?

Q:Eu! Ou melhor , a minha idéia de mim mesmo.

M:Então, não o corpo ?

Q:Não, Eu sei que eu não sou o corpo.

M:Como você sabe que não é o corpo ?

Q:Eu posso ver o meu corpo e eu simplesmente sei que não é isso que eu sou, embora algumas vezes eu sinta que eu sou isso também.

M:Ok, muito bem. Podemos voltar para a sua resposta que você é o seu conhecimento de si mesmo ? Você tem certeza que é o conhecimento do seu ser e não meramente o conhecimento da idéia do seu ser ou de sua personalidade ? Como é que você veio a conhecer-se ? Como você está conhecendo o seu ser aqui e agora ?

Q:Quando eu comecei a perceber as outras coisas e as pessoas.

M:Sim, e como perceber o outro te traz para você mesmo?

Q:Porque eu sei que eu estou percebendo. E Que eu tenho que estar ali para perceber.

M:Então nenhum objeto percebido pode ser você, estou certo ?

Q:Certo.

M:Exatamente ! Muito bom ! Agora então quem ou o que exatamente é isso que percebe ou nota qualquer coisa ?

Q:Eu ! Isto !

M:Este 'eu' é o mesmo que 'isto' ?

Q:Sim.

M:E novamente o que é isso ? Qual é a sua qualidade, sua substância ? O que te compõe exatamente ? Olhe e me diga. É algum 'você' particular ? Uma pessoa ? Distinto dela ou dele ou deles ?

Q:Bem, sim...não...é vago, eu não vejo bem.

M:Mantenha-se concentrado, não disperse, esteja sereno e veja. O que você é aqui ? Nesta observação, você pode dizer ?

Q:Eu não sou nenhuma pessoa ou coisa alguma, mas eu não sei o que eu sou. Não há nada aqui, eu não posso responder isso. Há um sentimento de não querer olhar, de cansaço, resistência ou irritabilidade.

M:Ok. Não se engaje em nenhuma avaliação, não toque em nada, apenas seja um com este observar. Fique aqui sem ter que tentar.
(Há uma longa pausa aqui).
Você parece confuso, com o quê você está atrapalhado ?

Q:Existe apenas este vazio.

M:O que está testemunhando este vazio ?
( o questionador olha para cima e sorri, olhos fixos em Mooji)

M:De onde este sorriso está vindo ?
(Silêncio...)

Q:Eu não sei, há um sentimento de alívio, espaço e paz, um tipo de leveza.

M:Um tipo ?

Q:Não. Leveza, espaço e paz.

M:Esta leveza e paz brilha onde não há ninguém. Isto é paz. Isto é alegria real. Isto é puro amor. Apenas agora não se apoie nisso. Não possua ou clame isso. Permaneça a testemunha.

Q:Sim, sim (sorrindo). Eu vejo que eu sou apenas a testemunha aqui. Obrigada. (ela prosta suas mãos na forma de comprimento/agradecimento tradicional Indiana).

M:Não vá embora já não.
(alguns momentos passam)
Agora deixe de ser a testemunha.

Q:Eu estou confusa.

M:Não, você não está confusa. A confusão está sendo testemunhada. Não se identifique com isso. O que permanence ? Não toque em nada, mesmo a testemunha, não seja 'uma' testemunha. Testemunhando sem 'uma' testemunha, você entende ?

Q:Sim.

M:Quem é que está entendendo ?

Q:Ninguém, apenas entendendo.

M:Muito bom. Estou muito feliz em te encontrar. Agora deste lugar sem localização em total vazio como o vazio, além do conceito de vazio, você É sem nenhum esforço. Você não se tornou isto ou ganhou isto porque não há ninguém aqui para ganhar qualquer coisa. A partir, ainda que de dentro desta indescritível consciência, a consciência nasce e brilha como o Eu que percebe. E o que quer que surja aqui são meras formas aparentes da consciência-Eu sendo percebidas.

Q:Obrigado.

M:Seja bem-vindo.

Todas as disputas são fúteis - Ramana


(...) "É devido à ilusão nascida da ignorância que as pessoas falham em reconhecer e permanecer Naquilo que é sempre e para todos a Realidade inerente habitando como Eu Real em seu centro natural, o Coração, e que, em vez disso, elas discutem se Ela existe ou não, se tem forma ou não, se é dual ou não dual.
Pode algo surgir separado daquilo que é eterno e perfeito? Esses tipos de disputa são infindáveis. Não participe delas. Ao invés disso, volte a sua mente para o interior e ponha um fim a tudo isso. Todas as disputas são fúteis."
(Ramana Maharshi)

Ignore mind out of existence - Mooji


Ignoring the mind is a beautiful sadhana. This is what many of the sages did. They ignored the mind out of existence. It loses its influence and its potency when it is ignored.

Ignore the mind until there is no future. When there is no future, future is not a trap. Past is not a trap. And then you can talk about anything, because future and past are not sucking from now. You see? Otherwise, with this suck, there is an oscillation between future and past. And that brings in another noise, and another noise…

When the attention is not straying, when it is not picking up all types of nonsense, then you will find that you are in peace.

(Mooji)

Ser Terapeuta - OSHO


Terapia é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego. Você só pode ajudar o outro na medida em que você não é egoísta. No momento em que o ego entra, o outro se torna defensivo. O ego é agressivo; ele cria uma necessidade automática no outro de ser defensivo. O amor é não-agressivo. Ele ajuda o outro a permanecer vulnerável, aberto, não-defensivo. Portanto, sem amor não há terapia.

Terapia é uma função do amor. Logo, com ego você não pode ajudar. Você pode até mesmo destruir o outro. Em nome de ajuda você pode até mesmo obstruir o seu crescimento. Mas a psicologia ocidental está numa bagunça.

A primeira coisa: a psicologia ocidental ainda pensa em termos de um ego saudável. E o ego nunca pode ser saudável. É uma contradição do próprio termo. Ego, em si, é doença. O ego não pode nunca ser saudável. O ego está sempre levando você em direção a mais e mais doença. Mas a psicologia ocidental pensa (toda a mentalidade ocidental tem sido) que as pessoas estão sofrendo de egos fracos. As pessoas não estão sofrendo de fraqueza do ego, mas de muito egoísmo. Mas se a sociedade é orientada pela mentalidade masculina, orientada pela agressividade, o único desejo da sociedade é como conquistar tudo, então naturalmente você tem que abandonar tudo o que é feminino em você, você tem que abandonar metade do seu ser na escuridão - e você tem de viver com a outra metade. A outra metade nunca pode ser saudável, porque a saúde vem da totalidade. O feminino tem de ser aceito. O feminino é o não-ego, o feminino é receptividade, o feminino é amor.

Uma pessoa realmente saudável é alguém que está totalmente equilibrada entre o masculino e o feminino. De fato, é alguém cuja masculinidade foi cortada, destruída por sua feminilidade, que transcendeu a ambos, que não é masculino nem feminino - que simplesmente é. Você não pode categorizá-lo. Este homem é pleno, e este homem é são. E para este homem, no Oriente, nós sempre olhamos como o Mestre.

No Oriente, nós não criamos nada paralelo ao psicoterapeuta. O Oriente criou o Mestre, o Ocidente criou o psicoterapeuta. Quando as pessoas estão mentalmente perturbadas, elas vão à um psiquiatra no Ocidente; no Oriente elas vão à um Mestre. A função do Mestre é totalmente diferente. Ele não o ajuda a atingir um ego mais forte. Na verdade, ele faz você sentir que o ego que você tem já é demais. Abandone-o! Deixe-o ir!

Uma vez que o ego foi abandonado, subitamente você é um, pleno e fluídico. E não há nenhum bloco e nenhum obstáculo...

No Oriente, a nossa abordagem é de que o terapeuta não tem de fazer nenhum trabalho. O terapeuta torna-se simplesmente um veículo para a energia de Deus. Ele tem somente que estar disponível como um bambu oco, de maneira que Deus passe através dele. O curador tem de se tornar simplesmente uma passagem.

O paciente é um homem - aos olhos orientais - que perdeu o seu contato com Deus. Ele se tornou muito egoísta, e perdeu o seu contato com Deus. Ele criou uma tal muralha da China a sua volta que ele não sabe mais o que Deus é, ele não sabe mais o que é a totalidade. Ele está totalmente desconcertado das raízes, da própria fonte da vida. É por isso que ele está doente - mentalmente, fisicamente ou de qualquer outra maneira. A doença significa que ele perdeu a trilha da fonte. O curador (healer), o terapeuta no Oriente, tem como função conectá-lo com a fonte novamente. Ele perdeu a fonte, mas você ainda tem a conexão.

Você segura a mão da pessoa. Ela está escondida atrás de uma parede. Deixe-a estar escondida por detrás da parede. Mesmo se você puder segurar a sua mão através de um buraco na parede... se ela pode confiar em você, ela não pode confiar num Deus, ela não sabe o que Deus significa. A palavra tornou-se sem sentido para ela. Mas ela pode confiar no terapeuta, ela pode dar a mão ao terapeuta. O terapeuta está vazio, simplesmente em sintonia com Deus, e a energia começa a fluir. E esta energia é tão vital, tão rejuvenescedora, que mais cedo ou mais tarde ela dissolve aquelas muralhas da China em volta do paciente, ele tem um vislumbre do não-ego. Este vislumbre o faz são e pleno, nada mais o faz são e pleno.

Portanto, se o próprio terapeuta é um egoísta, então é impossível. Ambos são prisioneiros. Sua prisões são diferentes, mas eles não podem ser de grande ajuda. Toda a minha abordagem sobre terapia, é de que o terapeuta tem de tornar-se um instrumento de Deus. Eu não estou dizendo não saiba o know-how. Saiba o know-how! - mas faça este know-how disponível para Deus. Deixe Ele usá-lo. Aprenda psicoterapia, aprenda todos os tipos de terapias. Saiba tudo o que é possível saber, mas não se prenda- a isto. Ponha isto lá, deixe Deus estar disponível através de você. Permita Deus através de todo o seu know-how, permita à Deus fluir através de seu know-how. Deixe-o ser a fonte da cura e da terapia. Isto é que é amor.

O amor relaxa o outro. O amor dá confiança. ao outro. O amor banha o outro, cura as suas feridas. love

Osho

A arte de viver - OSHO


"O homem nasce para atingir a vida, mas tudo depende dele. Ele pode perdê-la. Ele pode seguir respirando, ele pode seguir comendo, ele pode seguir envelhecendo, ele pode seguir se movendo em direção ao túmulo - mas isso não é vida. Isso é morte gradual, do berço ao túmulo, uma morte gradual com a duração de setenta anos. E porque milhões de pessoas ao redor de você estão morrendo essa morte lenta e gradual, você também começa a imitá-los. As crianças aprendem tudo daqueles que estão em volta delas e nós estamos rodeados pelos mortos. Então temos que entender primeiro o que eu entendo por 'vida'. Ela não deve ser simplesmente envelhecer. Ela deve ser desenvolver-se. E isso são duas coisas diferentes. Envelhecer, qualquer animal é capaz. Desenvolver-se é prerrogativa dos seres humanos. Somente uns poucos reivindicam esse direito.

Desenvolver-se significa mover-se a cada momento mais profundamente no princípio da vida; significa afastar-se da morte - não ir na direção da morte. Quanto mais profundo você vai para dentro da vida, mais entende a imortalidade dentro de você. Você está se afastando da morte: chega a um momento em que você pode ver que a morte não é nada, apenas um trocar de roupas ou trocar de casas, trocar de formas - nada morre, nada pode morrer. A morte é a maior ilusão que existe.

Como desenvolver-se? Simplesmente observe uma árvore. Enquanto a árvore cresce, suas raízes crescem para baixo, tornam-se mais profundas. Existe um equilíbrio; quanto mais alto a árvore vai, mais fundo as raízes vão. Na vida, desenvolver-se significa crescer profundamente para dentro de si mesmo - que é onde suas raízes estão.
(Osho)ros

Leia também

Loading...

Receba as postagens deste Blog por E-mail

O nome dela é Tula (de Israel), uma das vozes mais lindas q já ouvi.

Postagens populares

Loading...

"A iluminação acontece quando acontece: não podemos ordená-la, não podemos provocá-la... ... Ela vem quando vem. O que quer que façamos pode apenas preparar-nos para recebê-la, para perceber quando ela chega, para reconhecê-la quando se manifesta." Osho

"Primeiro Seja - Relacionar-se é uma das maiores coisas da vida: é amar, compartilhar. Para amar é preciso transbordar de amor e para compartilhar é preciso ter (amor). Quem se relaciona respeita e não possui. A liberdade do outro não é invadida, ele permanece independente. Possuir é destruir todas as possibilidades de se relacionar. Relacionar é um processo. Relacionamento é diferente de relacionar-se: é completo, fixo, morto. Antes devemos nos relacionar conosco mesmos e escutar o coração para a vida ir além do intelecto, da lógica, da dialética e das discriminações. É bom evitar substantivos e enfatizar os verbos. A vida é feita de verbos: amar, cantar, dançar, relacionar, viver." Osho

Perfil no Orkut

Comunidade no Facebook

Comunidade no Facebook
Além dos Conceitos e Palavras

Meu Twitter